quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fortaleza CE, Exposição Arte Contemporânea Brasileira, 17/05 à 29/06/13

Uma pincelada sobre as artes visuais brasileiras em 40 obras



Galeria Multiarte abre, nesta sexta-feira, exposição sobre a arte contemporânea produzida no Brasil

No trabalho de 27 artistas nacionais, um panorama do que seria a identidade da arte contemporânea brasileira. Essa é a proposta da abrangente exposição "Arte Contemporânea Brasileira - Dos anos 1950 aos dias atuais", em cartaz na Galeria Multiarte, dirigida por Max Pelingeiro.

Espaço da Galeria Multiarte com exposição ainda em processo de montagem


"São 40 obras e abrangem um período amplo, desde a primeira concepção de contemporaneidade, ditada por Mario Pedroza, durante a Bienal da Bahia, em 1966; até os neoconcretos cariocas, Ligia Clark, Hélio Oiticica... Somente os neoconcretos, aliás, já garantiriam uma exposição muito rica. Então, é uma excelente oportunidade de saber sobre a arte dos nossos tempos", afirma Max Pelingeiro.

Ao citar Mario Pedroza, o diretor faz referência ao artigo publicado pelo crítico de arte em ocasião da Primeira Bienal de Artes Plásticas, em dezembro de 1966. Entre outros, Pedroza observa: "O Brasil artístico cultural tende, com efeito, a ser cada vez menos um mosaico de regiões para ser um todo cultural, um complexo nacional vivo em formação".

A coleção é representada por expoentes de tendências artísticas brasileiras, como os neoconcretos Amílcar de Castro (1920-2002), Decio Oliveira (1922-1988), Ivan Serpa (1923-1973), Franz Weissmann (1911-2005), Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Clark (1920-1988) e Lygia Pape (1927 - 2004). Os paulistas neoconcretos: Hércules Barsotti (1914-2010) e Willys de Castro; e os concretos, Lothar Charoux (1912-1987) e Judith Lauand (1922). Além de artistas geométricos não vinculados a grupos, como Mira Schendel (1919-1988) e Sergio Camargo (1930-1990). Representando a segunda geração construtivista, haverá Antonio Dias e Luciano Figueiredo.

Complementando, integram a seleção Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Ernesto Neto, Ione Saldanha (1919-2001), Jaildo Marinho, Marçal Athayde, Sérvulo Esmeraldo e Waltercio Caldas. Já a fotografia será representada por Miguel Rio Branco, Rosangela Rennó e Vik Muniz.


Em destaque: Coluna neoconcreta III, de Weissmann, 1957-2000. Ao lado, outras peças da mostra-



Panorama

"Essa semana, vi uma matéria de televisão sobre uma exposição que está abrindo em Nova Iorque, justamente sobre arte contemporânea. E o elenco de artistas deles é muito parecido com o nosso. Muitos nomes se repetem. Então, essa mostra que vamos abrir é uma oportunidade de ver, em um mesmo ambiente, o que está acontecendo no mundo", comenta Pelingeiro.

Segundo Max, nomes tão distintos, de técnicas e escolas tão diferentes são capazes de compartilhar o espaço simbólico e físico de uma mesma exposição pela mesma razão apontada por Mario Pedroza: "O momento por que passa a arte brasileira é este, de globalização. Temos uma arte global, por si só panorâmica", opina.

Também por isso "Arte Contemporânea Brasileira - Dos anos 1950 aos dias atuais" opta por apresentar a maior diversidade possível de técnicas e processos: objetos, fotografias, pinturas, esculturas. "Temos uma famosa instalação de Cildo Meireles, da década de 90, chamada ´Camelô´, produzida com alfinetes. Temos também um tríptico de Miguel Rio Branco, chamado ´Santiago de Compostela´, com cenas importantes de obras barrocas", adianta o diretor.

Extra

Utilizando a tecnologia em favor da arte, a galeria disponibilizará qr codes com informações adicionais - seja sobre os processos de produção das obras, seja sobre a biografia dos artistas, acessadas por meio de registro fotográfico, por qualquer smartphone ou tablet. No qr code desta página, o leitor poderá ver alguns dos vídeos disponíveis em espaços da galeria.

Planejada para ir até o dia 29 de junho, a mostra, justamente por sua abrangência, deverá servir de ponto de partida para outras ações e produtos. A primeira das iniciativas é a edição de um catálogo bilíngue da mostra, com textos de Mario Pedroza e Fernando Cocchiarale, especialista em arte brasileira contemporânea. Além disso, a galeria pretende ainda promover um seminário, com a presença de críticos e artistas, e a exibição de filmes produzidos sobre artistas representados nesta exposição.
Confira entrevista com Adriana Varejão


"Os desdobramentos certamente foram tão maiores quanto a própria exposição. Queremos fazer uma mostra audiovisual em julho, com dez filmes, pelo menos duas produções por semana, seguidas de um bate papo com especialistas. Há filmes sobre Waltercio Caldas, Sérgio Camargo... E ainda uma montagem chamada ´Neoconcretos´, feita a partir de entrevistas com os próprios artistas. Tudo isso deve somar muito com a exposição", acrescenta Pelingeiro.

Mais informações

Exposição "Arte Contemporânea Brasileira". De 17 de maio a 29 de junho, na galeria Multiarte ( R. Barbosa de Freitas, 1727 - Aldeota). Contato: (85) 3261.7724 Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. Aos sábados, das 14h às 18h.

MAYARA DE ARAÚJO REPÓRTER 
Fonte :
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1267297

segunda-feira, 13 de maio de 2013

História das Artes Plásticas no Brasil


História das Artes Plásticas no Brasil

Pode-se considerar as manifestações artísticas indígenas,como os adornos feitos com plumas,a pintura corporal e a cerâmica,como a origem das artes plásticas brasileiras.No entanto,foi com a chegada dos portugueses e o consequente contato com a arte européia que o País iniciou verdadeiramente o seu desenvolvimento artístico,gerando obras e artistas de renome internacional.




A primeira questão que se coloca em relação a arte indígena é defini-la ou caracterizá-la entre as muitas atividades realizadas pelos índios.
Quando dizemos que um objeto indígena tem qualidades artísticas,podemos estar lidando com conceitos que são próprios da nossa civilização,mas estranhos ao índio.Para ele,o objeto precisa ser mais perfeito na sua execução do que sua utilidade exigiria.Nessa perfeição para além da finalidade é que se encontra a noção indígena de beleza. Desse modo,um arco cerimonial emplumado,dos Bororo,ou um escudo cerimonial,dos Desana,podem ser considerados criações artísticas porque são objetos cuja beleza resulta de sua perfeita realização (História da Arte,Graça Proença,pág.190)

(Escudo Cerimonial dos índios Desana)

É apenas a partir do século XVIII que as artes plásticas brasileiras são impulsionadas,seguindo de certa forma os estilos e movimentos europeus.

O Barroco


O estilo barroco desenvolveu-se plenamente no Brasil durante o século XVIII,perdurando ainda no início do século XIX.Nessa época,na Europa,os artistas há muito tempo tinham abandonado esse estilo,e a arte voltava-se novamente para os modelos clássicos.

O Barroco brasileiro é claramente associado a religião católica.Por todo o país,são inúmeras as igrejas construídas segundo os princípios desse estilo.Mas há também muitos edifícios civis - como cadeias,câmaras municipais,moradias de pessoas ilustres - e chafarizes que apresentam nítidas características barrocas.

(Fachada da Igreja de São Francisco,em Salvador)

(Chafariz do Museu da Inconfidência)

Duas linhas diferentes caracterizam o estilo barroco brasileiro.Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela mineração,encontramos igrejas com trabalhos em relevo feitos em madeira - as talhas recobertas por finas camadas de ouro,com janelas,cornijas e portadas decoradas com detalhados trabalhos de escultura.É o caso das construções barrocas de Minas Gerais,Rio de Janeiro,Bahia e Pernambuco.


Já nas regiões onde não existia nem açúcar nem ouro,a arquitetura teve outra feição.Aí as igrejas apresentam talhas modestas e trabalhos realizados por artistas menos experientes e famosos do que os que vivam nas regiões mais ricas da época.(História da Arte,Graça Proença,pág.196).

(Teto da capela-mor da igreja do Carmo,em Itu,pintura de frei Jesuíno do Monte Carmelo)

Apesar das influências europeias sofridas pelos brasileiros inicialmente,teve início nesta época o que pode ser considerado como a verdadeira arte nacional,já que as temáticas abordadas eram mais brasileiras e os materiais,abundantes,como madeira e pedra sabão.Os maiores expoentes da arte barroca brasileira são o pintor Manuel da Costa Ataíde (1762-1830) e o escultor Antônio Francisco Lisboa (1730-1814),mais conhecido como "aleijadinho".

(Manuel da Costa Ataíde)

(Antônio Francisco Lisboa)

Aleijadinho encontrou na Bíblia sua maior fonte de inspiração,desenvolvendo obras sacras que adornam a maioria das igrejas das chamadas cidades históricas de Minas Gerais,como Ouro Preto,Mariana,São João del Rey e,principalmente,Congonhas do Campo,onde está sua obra-prima,os 12 profetas,feitos em pedra-sabão e que adornam o santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

(Os 12 profetas,Santuário de Bom Jesus de Matosinhos)

Sua genialidade é ainda maior se for levada em conta a doença degenerativa de que foi vítima desde 1777 e que levou a deformidade de todos os seus membros.Os Profetas só puderam ser executados graças a equipamentos especialmente confeccionados para que se adaptassem a seus pulsos e permitissem o trabalho de esculpir,pois suas mãos estavam inutilizadas.Grande parte de suas esculturas foi complementada pela pintura de Manuel da Costa Ataíde,cuja obra prima é o teto da nave da Igreja de São Francisco de Assis,em Ouro Preto,Minas Gerais.

(Teto da nave da Igreja de São Francisco de Assis,em Ouro Preto,Minas Gerais)

O Neoclassicismo


A Missão Artística Francesa chegou ao Brasil em 1816,chefiada por Joachin Lebreton.Dela faziam parte,entre outros artistas,Nicolas Antoine Taunay,Jean-Baptiste Debret e Auguste-Henri-Victor Grand-Jean de Montigny.Esse grupo organizou,em agosto de 1816,a Escola Real das Ciências,Artes e Ofícios.Essa instituição teve seu nome alterado muitas vezes,até ser transformada,em 1826,na Imperial Academia e Escola de Belas-Artes.

Taunay (1755-1830) é considerado uma das figuras mais importantes da Missão Francesa.Na Europa,participou de várias exposições e na corte de Napoleão foi muito requisitado para pintar cenas de batalha.

No Brasil,as pinturas de paisagens foram suas criações mais famosas.Durante os cinco anos que permaneceu aqui,produziu cerca de trinta paisagens do Rio de Janeiro e regiões próximas.Entre eles está Morro de Santo Antônio em 1816.


Debret (1768-1848) é certamente o artista da Missão Francesa mais conhecido pelos brasileiros,pois seus trabalhos,que documentam a vida no Brasil durante o século XIX,são muito reproduzidos nos livros escolares.

Em 1791,Debret já era um artista premiado na Europa e,nos primeiros anos do século XIX,recebia encomendas da corte francesa para pintar quadros com temas relacionados ao Imperador Napoleão.(História da Arte,Graça Proença,pág.211)

Suas principais obras feitas no Brasil são o Retrato de D.João e o Desembarque da arquiduquesa Leopoldina.

(Retrato de D.João VI)


Graças a ele,foram realizadas as duas primeiras exposições de Belas-Artes no Brasil,em 1829 e 1830.A escola se responsabilizou pela difusão dos conceitos do Neoclassicismo europeu,que buscava o retorno as formas perfeitas das obras greco-romanas e privilegiava o retrato de paisagens,em detrimento das figuras humanas.

(Família de um Chefe Camacã preparando-se para uma festa,Debret)

Com a volta de Debret a França,em 1831,as paisagens brasileiras se tornam famosas na Europa,sendo que a sua obra executada no Brasil foi de grande valor documental para a História brasileira nas primeiras décadas do século XIX,em termos de iconografia.

O Academicismo


Até 1920,o Brasil vive o predomínio das manifestações artísticas geradas pela Academia Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro,que mesclavam Neoclassicismo,Romantismo e Impressionismo.Duas gerações distintas se fazem notar neste período,que foi iniciado em 1850.

A primeira,marcada pela estética romântica,privilegia a intuição e o instinto utilizando formas e temas mais populares.Os principais nomes desta época são Vítor Meireles (1832-1903) - o mais importante pintor brasileiro do século XIX,que exerceu o magistério por mais de 30 anos e cuja tela mais conhecida é o Combate Naval do Riachuelo - e seu aluno,e posterior substituto na Academia,Pedro Américo (1843-1905),o maior representante da pintura histórica brasileira,cuja tela mais ambiciosa talvez tenha sido a Batalha do Avaí,que já foi exposta em vários museus do mundo.

(Combate Naval do Riachuelo,Vítor Meireles)

(Batalha do Avaí,Pedro Américo)

A segunda geração já prevê o abandono do Academicismo e se inicia na tendência impressionista,que vai atrás da natureza e efeitos que a luz exerce sobre os objetos.Para os impressionistas,o movimento é mais importante que as formas nítidas,sendo introduzido no Brasil pelo pintor de origem italiana Eliseo Visconti (1866-1944),professor da escola Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro e importante decorador,sendo mostras de sua habilidade o Teatro Municipal e a Biblioteca Nacional,ambos no Rio de Janeiro.Outro nome famoso desta época é o do pintor Benedito Calixto (1852-1927),que retratou basicamente temas religiosos e costumes simples do interior.Tendo vivido muito tempo em Santos,litoral de São Paulo,recebeu o apelido de "Pintor do Mar" pelo grande número de marítimas que pintou.

(Porto de Santos em 1879,Benedito Calixto)

A Arte Moderna


Os ideais modernistas chegaram ao Brasil com quase vinte anos de atraso.Naquela época,a troca de informações entre os continentes era menor e mais lenta do que hoje.Além disso,havia o atraso econômico do Brasil.A arte modernista refletia o mundo da máquina,da cidade grande,da velocidade,do capitalismo industrial,da revolução social.No Brasil,essa realidade moderna estava ainda nascendo.Portanto,era natural nosso "atraso" cultural.(Será mesmo que existe esse tipo de atraso?)


As novas modas estéticas foram trazidas por jovens artistas e intelectuais da elite brasileira que tinham recursos para viajar até Paris,Berlim e Londres.

O ano de 1922 foi o grande marco do nosso modernismo.É bom lembrarmos que naquele ano estourou a primeira rebelião tenentista,o episódio dos Dezoito do Forte.Foi também o ano da fundação do Partido Comunista do Brasil.O país estava grávido de mudanças!


Os rapazes e as moças queriam divulgar a nova maneira de fazer arte e poesia que eles já praticavam havia algum tempo.Para isso,organizaram a célebre Semana de Arte Moderna de 1922,na capital paulista.Estavam lá,apresentando suas obras,jovens e atrevidos poetas e escritores,como Mário de Andrade ,Oswald de Andrade,Menotti del Picchia,Manuel Bandeira,músicos,como Heitor Villa-Lobos,artistas plásticos,como Anita Malfatti,Di Cavalcanti,Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret.

A Semana de Arte Moderna foi patrocinada pela burguesia cafeeira e teve lugar no sofisticado Teatro Municipal de São Paulo.Mesmo assim,os visitantes ficaram chocados.A linguagem era tão nova e inesperada que o público,acostumado com a arte acadêmica tradicional,considerou aquilo tudo uma grande bobagem.


(o imponente Teatro Municipal de São Paulo)

Teve gente que vaiou,ficou imitando galinha e cachorro durante as declamações de poesia,jogou tomates e ovos nos músicos.Essa reação não era nova nem inesperada: pouco tempo antes,o escritor Monteiro Lobato já havia atacado a pintura modernista de Anita Malfatti. Uma mostra de que alguns intelectuais não compreendiam as novas propostas.

(A Estudante 1915-1916,Anita Malfatti)

O modernismo foi muito importante para a cultura brasileira.Estimulou os escritores e artistas a criarem uma cultura genuinamente brasileira.Já que era diferente da Europa e dos EUA,o Brasil deveria criar uma cultura adequada a sua própria realidade,que levasse os brasileiros a compreenderem melhor a si mesmos e ao seu país. Oswald de Andrade falava da cultura antropofágica.Como você sabe,os antropófagos são comedores de gente.Pois os brasileiros deveriam ser antropófagos em relação a cultura européia.Ou seja,em vez de rejeitá-la,deveriam absorvê-la.Mas de um jeito especial: matando,devorando e aproveitando seus sucos vitais para se desenvolverem com autonomia.

(Antropofagia,de Tarsila do Amaral,é um exemplo da pintura que tanto chocou os críticos conservadores brasileiros)

(Diana Caçadora mostra formas delicadas e arredondadas,quase geométricas,típicas de Victor Brecheret) 

A Arte Contemporânea


Em São Paulo,o Concretismo se resumia a formas rigorosas,ao preto e ao branco.No Rio de Janeiro,o Neocentrismo surge como reação,desenvolvendo estruturas tridimensionais e obras de efeito visual e também tátil.Para os neocentristas,o público é parte da obra,podendo e devendo tocá-la,senti-la e até mesmo experimentá-la.O grande concretista brasileiro é Hélio Oiticica (1937-1980) e seus Parangolés - estandartes e capas feitos de tecido para serem vestidos,que não deixavam de ser obras de arte.

(Parangolés,Hélio Oiticica)

A partir da década de 60,as artes plásticas brasileiras passam por estilos vários como o Neo-abstracionismo,a Pop-art,a performance e a neofiguração,sem que nenhum se firmasse realmente como movimento.Vários nomes surgem e desaparecem do cenário artístico brasileiro repentinamente,buscando uma identidade que ainda está por vir.As instalações (obras em que os artistas usam um espaço - ao ar livre ou fechado - e montam obras misturando objetos e tendências variadas) são o retrato dos anos 90,quando muitos artistas buscam no ecletismo uma forma única de representação de sua arte.

sábado, 11 de maio de 2013

Brasília DF, CCBB exposição " Movie-se: no tempo da animação " até Julho de 2013

Exposição com a exibição de animais é atração no CCBB Brasília (Foto Kratky Film Praha/Divulgação)

 O Centro Cultural Banco do Brasil recebe até julho a exposição “Movie-se: no tempo da animação”. A mostra apresenta 102 animações, 17 quadros com reproduções de personagens, cinco peças dos bastidores de Toy Story, ente outras atrações.

A exposição traça um panorama da arte das animações, mostrando desde a utilização de películas híbridas de animação com atores de carne e osso, como em "Jurassic Park", do diretor Steven Spielberg, até a exibição de filmes somente com personagens criados em computador.

O público poderá acompanhar montagens de clássicos de Walt Disney, como "A Branca de Neve e os Sete Anões". Além disso, obras do estúdio Hanna-Barbera e animações japonesas estarão na exposição.

                     A personagem Betty Boop é uma das atrações da exposição do CCBB

A exposição é dividida em seções. Na primeira, chamada Aparições os visitantes podem conhecer os primórdios da tecnologia de animação. A segunda seção, Personagens mostra reproduções com personagens conhecidos, como  Mickey Mouse, Pernalonga e Bettie Boop. A ala Super-humanos apresenta a idéia de que nos desenhos animados, tudo é possível.

A parte Fábulas e Fragmentos mostra como as tradições populares e o folclores são transformados em obras de animação. A seção Estruturas apresenta os desafios que os animadores enfrentam para criar filmes. A última parte da exposição, chamada Visões  mostra a junção entre os limites da realidade e do mundo imaginário.

A exposição fica até julho no CCBB e funciona de terça a domingo, das 9h às 21h. A entrada é franca

Fonte :
http://m.g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/05/brasilia-recebe-exposicao-que-conta-historia-das-animacoes.html


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Recife PE, Seminário Panorama do Pensamento Emergente, discute os rumos da curadoria de arte no Brasil, 22 e 23/05/13


Inscrições : Até 15/05/2013



Em sua segunda edição, Seminário Panorama do Pensamento Emergente – contemplado no Rede Nacional Funarte Artes Visuais – está com inscrições abertas até 15 de maio.

Com a participação de dez curadores brasileiros, o II Seminário Panorama do Pensamento Emergente será realizado, nos dias 22 e 23 de maio, em Recife (PE), e se propõe não só a refletir sobre o campo da curadoria de arte contemporânea no Brasil, mas também a traçar o perfil de uma jovem geração de profissionais atuantes no contexto da era digital.  O evento é direcionado a agentes culturais, artistas, professores de arte, jornalistas, estudantes e interessados em geral. Para participar, é preciso preencher a ficha de inscrição online http://pensamentoemergente.wufoo.com/forms/z7x3p3/, e enviar e-mail para pensamento.emergente@gmail.com até o dia 15 de maio. São cem vagas disponíveis.

Idealizado pela crítica de arte e curadora independente Cristiana Tejo, o Seminário foi contemplado no Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais e tem como convidados Ana Maria Maia (PE-SP), Beatriz Lemos (RJ), Clarissa Diniz (PE-RJ), Felipe Scovino (RJ), Fernanda Albuquerque (RS), Julia Rebouças (SE-MG), Kamilla Nunes (SC), Luiza Proença (SP), Renan Araújo (SP) e Thereza Farkas (SP). A eles se junta, diariamente, um crítico ou curador de trajetória consolidada, em debates mediados pelas críticas de arte e curadoras Luisa Duarte, Mariza Florido e a própria Cristiana. Entre os temas que serão abordados estão a formação do curador, as questões que movimentam os interesses curatoriais, além de aspectos éticos e econômicos das curadorias.

“O curador responde hoje a uma mudança maior que é a da intensa globalização do mercado de arte. No Brasil, a curadoria já é profissão: todo projeto tem curador, e a universidade ensina curadoria. Com isso, as pessoas entram cada vez mais jovens no mercado. Há quem comece com 18 anos, e a ascensão é rápida, levando a funções relacionadas a poder e tomada de decisões em pouco tempo de carreira”, explica Cristiana Tejo, organizadora do evento. É nesse contexto – a partir das transformações aceleradas no campo das artes visuais – que o seminário pretende discutir a atuação da curadoria e a rearticulação de papeis dos agentes da cadeia produtiva.

A primeira edição do seminário, realizada entre outubro de 2007 e março de 2008, possibilitou workshops reunindo curadores brasileiros e estrangeiros, e fomentou debates sobre as estratégias adotadas por profissionais atuantes nos mercados nacional e internacional. A ação resultou em um expressivo intercâmbio entre gerações de curadores de diversas regiões do país, e gerou ainda a publicação de um livro sobre o tema (editora Zouk, 2011).

Inscrições
Até 15/05
Para se inscrever, é preencher a ficha de inscrição online http://pensamentoemergente.wufoo.com/forms/z7x3p3/, e enviar e-mail para pensamento.emergente@gmail.com
A participação é aberta a agentes culturais, artistas, professores de arte, jornalistas, estudantes e interessados em geral
Inscrições gratuitas

II Seminário Panorama do Pensamento Emergente
Contemplado no Rede Nacional Funarte Artes Visuais
Dias 22 e 23 de maio de 2013

Local: Espaço Fonte (Avenida Dantas Barreto, 324, ed. Pernambuco, 4º andar)

Programação


22/5 – PRIMEIRO DIA

9h30 – 13h – Apresentações de Ana Maria Maia, Beatriz Lemos e Clarissa Diniz

13h – 14h30 – Almoço

14h30 – 18h – Apresentações de Felipe Scovino, Fernanda Albuquerque e Júlia Rebouças


23/5 – SEGUNDO DIA

9h30 – 13h – Apresentações de Kamilla Nunes, Luiza Proença e Renan Araújo

13h – 14h30 – Almoço

14h30 – 15h30 – Apresentação de Thereza Farkas

15h30 – 18h – Debate com os participantes

17h – Lançamento dos livros Salto no escuro – curadoria de arte como experimento, de Cristiana Tejo; Conversa com curadores e críticos de arte, organização Renato Rezende e Guilherme Bueno; e A Nuvem, antologia de textos de referência para a curadoria da 9a Bienal do Mercosul.

Fonte :
http://www.funarte.gov.br/artes-visuais/seminario-em-recife-discute-os-rumos-da-curadoria-de-arte-no-brasil/



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Brasília DF, Convite Especial aos Associados da ACAV, dia Nacional do Artista Plástico, 08/05


CONVITE ESPECIAL AOS ASSOCIADOS DA ACAV

Prezado Associado

Tendo em vista a passagem do Dia do Artista Plástico, amanhã, oito de maio, a ACAV estará promovendo, com o apoio da Secretaria de Cultura do GDF ; Secretaria de Estado de Segurança Pública; Administração Regional de Brasília; Subsecretaria de Infraestrutura de Transporte do Distrito Federal; Superintendência do IPHAN-DF; 1 Vara da Infância e Juventude do DF; Administração Regional de Brasília e Museu Nacional Conjunto Cultural da República, das 10 às 19 horas, a apresentação de trabalhos interativos com a população de Brasília, no Museu da República, na Plataforma Inferior da Rodoviária do Plano Piloto e na Praça Lúcio Costa, em frente ao Conjunto Nacional.

Durante esse período serão realizados trabalhos artísticos, tais como esculturas e pinturas, ao vivo por diversos artistas plásticos, como forma de envolver a população e proporcionar o conhecimento da rica e variada produção dos artistas brasilienses.

Neste sentido, dirijo o especial convite aos associados da ACAV para que participem deste evento, com sua presença e apresentação de seu trabalho.

Para tantoaguardaremos na tenda armada na Praça Lúcio Costa, a partir das 10 (ou 11) horas, trazendo o material de trabalho necessário. 

Sua presença será importante para marcar a passagem de nosso dia, mostrando e valorizando nossa arte.

Salete Henkes Thompson Flores
Presidente da ACAV







08/05, Dia Nacional do Artista Plástico. Homenagem ao Artista Plástico Almeida Júnior, nascido em 08/05/1850.

No dia 08/05 comemoramos o dia Nacional do Artista Plástico. É uma justa homenagem ao Artista Plástico Almeida Júnior nascido em Itu SP, em 08/05/1850.

Um pouco da sua história e Obras, Programa " De Lá pra Cá " :

Vídeo 1 ( 13min25seg ) , Bloco 1/2
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=QfHoVoqPRMs

Vídeo 2 ( 12min36seg ), Bloco 2/2
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=s4gl62YUQKU



José Ferraz de Almeida Júnior nasceu no município de Itu, 8 de Maio de 1850 - Piracicaba, 13 de Novembro de 1899. Foi um pintor e desenhista brasileiro da segunda metade do século XIX. É frequentemente aclamado pela historiografia como o precursor da abordagem de temática regionalista, introduzindo assuntos até então inéditos na produção acadêmica brasileira: o amplo destaque conferido a personagens simples e anônimos e a fidedignidade com que retratou a cultura caipira, suprimindo a monumentalidade em voga no ensino artístico oficial em favor de um naturalismo. Foi certamente o pintor que melhor assimilou o legado do Realismo de Gustave Courbet e de Jean-François Millet, articulando-os ao compromisso da ideologia dos salons parisienses e estabelecendo uma ponte entre o verismo intimista e a rigidez formal do academicismo, característica essa que o tornou bastante célebre ainda em vida. De forma semelhante, sua biografia é até hoje objeto de estudo, sendo de especial interesse as histórias e lendas relativas às circunstâncias que levaram ao seu assassinato: Almeida Júnior morreu apunhalado, vítima de um crime passional. O Dia do Artista Plástico brasileiro é comemorado a 8 de Maio, data de nascimento do pintor. Almeida Júnior destacou-se em sua cidade natal como artista precoce. Seu primeiro incentivador foi o padre Miguel Correa Pacheco, quando o pintor ainda trabalhava como sineiro na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, para a qual produziu algumas obras de temática sacra. Uma coleta de fundos organizada pelo padre forneceu as condições para que o jovem artista, então com 19 anos de idade, pudesse embarcar para o Rio de Janeiro, a fim de completar seus estudos. Em 1869, Almeida Júnior encontrava-se inscrito na Academia Imperial de Belas Artes. Foi aluno de Jules Le Chevrel, Victor Meirelles e, possivelmente, Pedro Américo. Diversas crônicas relatam que seu jeito simplório e linguajar matuto causavam espanto aos membros da Academia. Após concluir o curso, Almeida Júnior optou por não concorrer ao prêmio de viagem à Europa. Retornou a Itu e abriu ateliê, passando a trabalhar como retratista e professor de desenho. Em 1876, durante uma viagem ao interior paulista, o Imperador D. Pedro II, impressionado com seu trabalho, ofereceu pessoalmente a Almeida Júnior o custeio de uma viagem a Europa, para aperfeiçoar seus estudos. No ano seguinte, um decreto de 23 de Março da Mordomia da Casa Imperial abriu um crédito de 300 francos mensais para que o pintor fosse estudar em Roma ou Paris. Em 4 de novembro de 1876, Almeida Júnior embarca no navio Panamá rumo à França, fixando residência no bairro parisiense de Montmartre. No mês seguinte, matricula-se na École National Supérieure des Beaux-Arts. Nesta instituição, foi aluno de Alexandre Cabanel e de Lequien Fils, notabilizando-se, desde muito cedo, em desenho anatômico e de ornamentos. Almeida Júnior participou de quatro edições do Salon de Paris, entre 1879 e 1882. É desse período que datam algumas de suas maiores obras-primas, como O Derrubador Brasileiro e Remorso de Judas (Salon de 1880), A Fuga para o Egito (Salon de 1881) e O Descanso do Modelo (Salon de 1882). Outras obras emblemáticas do período francês do pintor são Arredores de Paris e Arredores do Louvre, além de, possivelmente, um conjunto de dezesseis telas retratando o bairro de Montmartre, cuja localização é atualmente desconhecida. Almeida Júnior permaneceu em Paris até 1882. Nesse ano, fez uma breve viagem à Itália, onde teve contato com os irmãos Rodolfo e Henrique Bernardelli. De volta ao Brasil em 1882, Almeida Júnior realiza sua primeira mostra individual na Academia Imperial de Belas Artes, exibindo sua produção parisiense. No ano seguinte, abre seu ateliê na rua da Glória, em São Paulo, por meio do qual irá contribuir para a formação de novas gerações de pintores, dentre os quais, Pedro Alexandrino. Em São Paulo, Almeida Júnior promoveu vernissages exclusivas para a imprensa e potenciais compradores. Executou retratos de barões do café, de professores da Faculdade de Direito e de partidários do movimento republicano, além de paisagens e pinturas de gênero. Sua atuação como artista consagrado em São Paulo contribui decisivamente para o amadurecimento artístico da capital paulista. Em 1884, expõe novamente suas telas do período parisiense na 26ª Exposição Geral de Belas Artes da AIBA que foi a última e certamente a mais importante exposição realizada no período imperial. Em 1884, o pintor recebe o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa, concedido pelo governo imperial. No ano seguinte, recusa o convite de Victor Meirelles para ocupar sua vaga de professor de pintura histórica da Academia, permanecendo em São Paulo. Entre 1887 e 1896, realiza outras três viagens à Europa, a última delas em companhia de seu discípulo, Pedro Alexandrino, então agraciado com uma bolsa de estudos do governo paulista. No seu último período, Almeida Júnior irá progressivamente substituir os temas bíblicos e históricos pelas obras de temática regionalista, justamente as que lhe granjeariam no futuro sua posição de precursor do Realismo na história da arte brasileira. Em pinturas como Caipira Picando Fumo (1893), Amolação Interrompida (1894) e O Violeiro (1899), o artista revela seu desejo de aproximar-se do cotidiano do homem do interior, distanciando-se das fórmulas generalistas da pintura acadêmica e aproximando-se cada vez mais da abordagem pictórica naturalista. Não obstante sua nova orientação estilística, seu prestígio permanece inconteste na Academia, que expõe obras de sua fase regionalista (Leitura e Piquenique no Rio das Pedras, 1892) e lhe concede a medalha de ouro por A Partida da Monção (1894), exposta no Salão de 1898. Almeida Júnior é considerado um importante "pintor do nacional" por uma parcela da crítica brasileira, por retratar em muitas de suas obras o caipira paulista. Também a forma como trata seus temas, distanciando-se das alegorias românticas ou do ufanismo nacionalista histórico dos pintores da Academia, aproximando-se do ser humano comum, leva alguns críticos a traçarem uma semelhança de sua obra com a do pintor francês Gustave Courbet, artista cuja obra Almeida Júnior teria visto em suas viagens para a Europa. Também é digno de nota que na mesma época que Almeida Júnior esteve na França, o movimento impressionista estava em plena atividade, no entanto, não causou nenhuma impressão no pintor brasileiro, que não adotou nenhum elemento dele. O clareamento da paleta e a adoção da luz brasileira não o fizeram abandonar, no entanto, o rigor acadêmico com o desenho e a anatomia. O tema "O Descanso do Modelo" foi pintado quatro vezes em diferentes tamanhos; "Caipira Picando Fumo" foi pintado duas. "A Partida da Monção" foi pintada também duas vezes, uma como estudo, presente na Pinacoteca do Estado de São Paulo, e outra, a versão definitiva, presente no Museu Paulista. José Ferraz de Almeida Júnior morreu precocemente, aos 49 anos, em 13 de Novembro de 1899. Foi apunhalado em frente ao Hotel Central de Piracicaba, hoje já demolido, por José de Almeida Sampaio, seu primo e marido de Maria Laura do Amaral Gurgel, com quem o pintor manteve um relacionamento secreto por vários anos.
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"Almeida Júnior é o mais pessoal e, sem dúvida, um dos que melhor sabem expressar, com toda clareza e nitidez de um estilo à Breton, os assuntos tomados de improviso a uma página da Bíblia, da História, ou simplesmente da vida de todos os dias e de todos os homens."
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Luiz Gonzaga Duque Estrada
crítico de arte

Fonte :
http://quemeopintor.blogspot.com.br/2010/01/jose-ferraz-de-almeida-junior.html

domingo, 5 de maio de 2013

SP,FLoripa e CWB - Mostras Érika Kaminishi, Memórias Insulares, Palavras Fluidas e Lugar Incomum, Maio 2013


Desde o fim do mês de abril, a artista plástica Érica Kaminishi, que mora há mais de dois anos na França, está no Brasil, para uma temporada de três exposições diferentes, em São Paulo, Florianópolis e Curitiba:  ”Memórias insulares” , “Palavras fluidas”   e a coletiva “Lugar incomum” . As mostras trazem resultados das pesquisas que a artista desenvolveu durante  os últimos sete anos, no Japão e no Brasil.
“Memórias insulares”, montada no Sesc Ipiranga, em São Paulo, é um quebra-cabeças que lembra um mapa com pequenas ilhas. O público visitante, orientado pela artista, é convidado a colaborar com a obra, incluindo mensagens ou desenhos. A proposta é uma reflexão sobre a nossa relação com o outro e o espaço em que habitamos.  Essa mostra é parte do que foi exposto em  “Mi casa, su casa”, em 2010, na  Trienal de Artes de Aichi, em Nagoya,  um  evento de arte  que exibe obras de vanguarda de artistas do mundo todo.    A interatividade com o público, uma herança de sua influência de artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica,   é outra característica que Érica   vem procurando manter em sua trajetória, além do trânsito entre escrita e imagem. Uma discussão recorrente entre os artistas nikkei, o tema da identidade, também está presente em suas obras.
A exposição “Palavras fluidas”, que  abre no dia 15 de maio,  no Museu Victor Meirelles, em Florianópolis, também já foi exibida na Trienal de Aichi. É um diálogo  com o ícone da arte paisagística japonesa, o Monte Fuji (retratado, entre várias outros, na famosa obra “36 vistas do Monte Fuji”, de Hiroshigue Ando)  e com a poesia de Fernando Pessoa.  Os poemas do português são escritos em  mapas de diversas regiões do Japão, evocando a saudade de um lugar inexistente-ausente.
Para fechar a temporada brasileira, no dia  22 de maio a artista  abre a coletiva “Lugar incomum”, no Museu de Arte Contemporânea, em Curitiba, com as conterrâneas paranaenses   Sandra Hiromoto e Julia Ishida. Nessa mostra, Érica apresenta a obra“Jardim“, instalação   composta por esculturas em fibra de vidro  e pintura automativa, que recebeu o prêmio Funarte, em 2010, e  foi exibida em São Paulo, em 2011. Foi essa obra, aliás, que motivou o convite para a exposição no Sesc Ipiranga.
Erica em "Mi casa, su casa", em Aichi. Imagem: JPTV.
Érica em “Mi casa, su casa”, em Aichi. Imagem: JPTV.
Érica Kaminishi estudou no Japão e na Inglaterra, entre 1997 e 2000. Formou-se em Artes Plásticas , em 2004, em Curitiba, e de 2005 a 2010 fez estudos de pós-graduação em Tóquio, através da bolsa do Monbukagakusho. Sua primeira premiação de destaque foi o  Prêmio Estímulo, dado pelo  12º Floss Silk Visual Art, de Tóquio, em 2006. Nos anos seguintes recebeu outros prêmios no Japão: em 2008,   o Prêmio Especial – Tagboat Award Exhibition,  em  2009, o  Sawamoto Noriyoshi, dado pela Nihon University College of Arts e em 2012, uma bolsa da  Fundação Nomura.
No Brasil, em 2010, recebeu dois prêmios:  Mostra de Artistas no Exterior, da Fundação  Bienal de São Paulo e  o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea. Em 2011, ganhou  Bolsa Produção em Artes Visuais . Já expôs em várias cidades do Brasil (Curitiba, Londrina, Salvador, entre outras) e do Japão (Osaka, Tóquio, Gunma, Yokohama, Nagoya, Niigata).

Fonte :
http://www.jornalmemai.com.br/2013/05/noticia-erica-kaminishi-expoe-no-brasil/

sexta-feira, 3 de maio de 2013

História, Rafael Sanzio e a sua Obra " Retrato de Baltasar Castiglione - 1515 "

O retrato abaixo é obra do pintor Italiano , renascentista,  Rafael Sanzio, * 1483  + 1520.
A Obra abaixo ocupou há cem anos atrás, no Museu do Louvre - Paris, o espaço que ficou vago quando a Obra Monalisa (ou Lagioconda) foi roubada.

Clique no retrato abaixo para ouvir um documentário sobre o artista Rafael Sanzio e o detalhamento, técnica  e descritivo do Retrato de Baltasar Castiglione, entre outros. O documentário é de 29:06 minutos.

Você artista plástico que é apaixonado por pinturas com certeza apreciará. Aproveite !

Bibliografia :
http://www.infoescola.com/biografias/rafael-sanzio/

ACAV
Retrato de Baltasar Castiglione, 1515 - Artista Rafael Sanzio

História, quase 100 anos - O homem que roubou a Mona Lisa (ou La Gioconda)


O homem que roubou a Mona Lisa

Por jns
 Mona Lisa e o Mão Leve
No dia 12 de dezembro de 1913 foi recuperado, em Florença, o quadro "La Gioconda", de Leonardo da Vinci, roubado por Vincenzo Peruggia.
"Vista do Salão Carré do Louvre" por Giuseppe Castiglione, 1861
Às 7 horas, terça-feira, 22 de agosto de 1911, o guarda de segurança, Poupardin, começou sua ronda habitual passando pelas várias salas do Louvre. Chegando ao famoso “Salon Carré”, conhecido na época pelos quadros de renascentistas, percebeu que, entre um  quadro de Titien e um outro de Corrège, encontrava-se apenas um espaço vazio e quatro parafusos perdidos. Sabendo que a Mona Lisa deveria estar ali, pensou que o fotografo oficial do Louvre  havia pego o quadro para ser fotografado no atelier do museu.
Mas o tempo foi passando e nada do quadro voltar para o seu lugar. Poupardin resolve enviar colegas para recuperar a obra no atelier e neste momento descobre que a tela não está lá. Desesperado, sai procurando a "Moça Misteriosa". Às 14 h, o prefeito de Polícia de Paris, o famoso e popular Louis Lepine, é chamado às pressas.
Este envia ao local sessenta inspetores de policia e um renomado criminalista em busca de pistas. As 14h45 as portas do museu são fechadas com exceção de uma para filtrar a saída de todos. O motivo dado ao publico foi um problema de canalização d’agua. Em Paris, a população ainda não sabia de nada sobre o roubo.
O museu é vasculhado do subsolo ao telhado e finalmente uma pista é encontrada bem embaixo da escada da “Vitoria de Samotrácia”. Lá estava a valiosa moldura de madeira renascentista, o vidro de proteção (novidade na época contra vandalismo) e uma impressão digital bem visível. Os 257 funcionários que estavam de serviço foram interrogados e tiveram suas impressões analisadas. Ninguém foi acusado.
Dia 26 de agosto de 1911 a notícia vira matéria de primeira pagina. O jornal Le Petit Parisien relata o roubo em duas paginas; Le Matin oferece 5 000 francos aos videntes, numerólogos, cartomantes ou qualquer outra ciência oculta para se encontrar a famosa obra. A Sociedade dos Amigos do Louvre oferece 25 000 francos para quem a achasse. Um milionário anônimo oferece o dobro. A revista L’Illustration oferece 50.000 francos para aquele que levar o quadro até a editora.
 
Semanas depois o museu reabre ao publico e uma multidão corre para ver o espaço vazio do quadro. Alguns deixam flores como símbolo da perda de um ente querido, outros correm comprar recordações e cartões postais da obra desaparecida.
A busca se alonga até o mês de setembro quando um juiz manda prender um escritor de origem polonesa, Guillaume Apollinaire, que havia declarado que gostaria de ”queimar o Louvre”. Gery-Pieret, amigo e antigo secretario particular de Appolinaire, ladrão confesso de três estatuetas ibéricas e máscaras fenícias do museu, declara ao Paris-Journal que foi ele quem furtou a Mona Lisa e que somente a devolveria em troca de 150 000 francos. E para provar que não estava mentindo enviou uma das três estatuetas roubadas para o jornal.
O jovem Pablo Picasso também foi interrogado e acusado de cumplicidade pois havia comprado para estudos (influencia do primitivismo) uma estatueta e uma mascara fenícia de Gery-Pieret.
O roubo também foi reivindicado pelo poeta, escritor e dramaturgo italiano Gabriele D’Annunzio, autor de uma peça de teatro intulada La Giocconda.
Finalmente, todos são inocentados.
Mas 28 meses depois quando tudo parecia perdido, a famosa obra aparece em Florença.
O verdadeiro ladrão, o autor de um dos roubos mais famosos da história da arte, se chamava Vincenzo Peruggia, italiano, que na época trabalhava no museu como colocador de vidros em obras de pintura. Ele havia passado a noite de 20 para 21 de agosto escondido no Louvre esperando o amanhecer para roubar a Mona Lisa e sair discretamente. Nas investigações iniciais, a policia chegou a interrogá-lo.  Com uma falsa testemunha ele provou que no dia do roubo estava trabalhando em outro local. Durante estes 2 anos Peruggia continuou vivendo em Paris e teve "La Gioconda" somente para ele.
O tempo foi passando e, quando ninguém falava mais sobre o roubo, Vicenzo decidiu voltar para Itália com a esperança de vender a obra para algum colecionador local. Em 10 de setembro de 1913 propôs à um célebre antiquário florentino, Alfredo Geri , a venda da Mona Lisa por 500 000 liras. Geri, se fazendo interessado, levou um amigo expert para analisar a obra. I
mediatamente, os dois, denunciaram Peruggia a policia.
O ladrão foi detido e o quadro confiscado no dia 12 de dezembro de 1913.
Quanto a Geri e Poggi, estão ate hoje esperando, em seus túmulos, a recompensa prometida pelos franceses.
Durante o julgamento, Peruggia confessou que roubou por patriotismo. Ignorando que o quadro havia sido adquirido pelo rei Francisco I, em 1519, tinha plena convição que havia sido roubado por Napoleão Bonaparte I e que era seu dever, como cidadão italiano, recuperar esse tesouro.
Foi condenado a um 18 meses de prisão, mas logo liberado.
Foi considerado por uma parte da impressa e da população como um herói italiano e ,para outros, apenas um aproveitador que tentou fazer riqueza com um bem nacional.
A pintura da Mona Lisa voltou a ser exposta no Louvre no dia 4 de janeiro de 1914.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Rio de Janeiro RJ, Livro "Conversas com curadores e críticos de arte" discute dilemas do atual cenário artístico


BOLÍVAR TORRES
Publicado: 17/04/13 - 7h00  Atualizado: 17/04/13 - 9h17




RIO - Para toda uma geração recente de críticos e curadores, o desentendimento entre Modernismo e arte contemporânea é assunto superado. Surgidos em meio ao crescimento da arte brasileira no cenário internacional, veem-se confrontados a outros desafios. Em “Conversas com curadores e críticos de arte”, que será lançado nesta quarta, 17, às 19h, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, o escritor Renato Rezende e o historiador Guilherme Bueno entrevistam 14 jovens críticos do país para compreender quais são seus dilemas e propostas no atual momento artístico.

— Esta geração nasceu na fase em que a arte brasileira recebeu um fluxo enorme de prestígio — lembra Rezende. — Não que esteja tudo uma maravilha, mas a demanda por críticos e curadores cresceu. Ela, porém, não está apenas surfando no oba-oba. Queríamos mostrar que tem critérios, que há um pensamento articulado e coerente, uma colaboração muito forte entre os críticos contemporâneos.
A lista de críticos é diversa e abrange nomes do eixo Rio-São Paulo (Luisa Duarte, Marcelo Campos, Marisa Flórido, Sergio Martins, Felipe Scovino, Fernanda Lopes e Cauê Alves), mas também representantes de outros estados (Orlando Maneschy, Clarissa Diniz, Cristiana Tejo, Gabriela Kremer Motta, Janaína Melo e Carlos Cassundé).

As conversas revelam pontos de aproximação, especialmente o diálogo e parceria com críticos de outras gerações (os mais citados são Paulo Herkenhoff e Paulo Sérgio Duarte). Os entrevistados também compartilham questões-chave do momento: que margem de manobra é possível depois que a arte foi definitivamente apropriada pelo mercado? Como fugir da simplificação do olhar estrangeiro? Ou, ainda: como lidar com as críticas de que a arte contemporânea aderiu ao vale-tudo?

— Ao contrário do crítico moderno, o contemporâneo não está preocupado em formar juízos de valor dizendo o que é arte e o que não é — avalia Rezende. — Mas não significa que não haja critério. Encontramos restrições ao contemporâneo dentro do seu próprio universo, como comprovam as ressalvas de Clarissa Diniz à arte relacional.

Fonte :
http://oglobo.globo.com/cultura/livro-discute-dilemas-do-atual-cenario-artistico-8132891

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Fotografia, Concurso " Fotografe o Brasil " encerra, hoje, 1º/05/13


A iStockphoto, subsidiária da Getty Images e fonte  na web para imagens, mídia e artes com royalty-free, faz hoje a sua última chamada para as inscrições no concurso "Fotografe o Brasil". A competição fotográfica - anunciada em março – encerrará as inscrições nesta quarta-feira, dia 1º de maio, às 23:59 (horário de Brasília).

Mais de 23.200 fotos de cerca de 4.500 participantes, apresentando cenas brasileiras, foram inseridas no concurso "Fotografe o Brasil". Aberto a fotógrafos profissionais e amadores, que mostram através de suas fotos a sua visão do país, a competição dá os entusiastas da fotografia a oportunidade de se tornarem colaboradores da iStockphoto e chances de ganhar equipamentos fotográficos top de linha, incluindo a Canon EOS 5D MarkIII e uma viagem para nova York, para visitar a Getty Images, o escritório “mãe” da iStockphoto e participar de uma sessão com um Diretor de Conteúdo sobre fotografias e tendências visuais.

"O 'Fotografe o Brasil' tem gerado uma grande dose de emoção", disse Ana Cenamo, country manager da iStockphoto no país. "O sucesso da competição é, em parte, porque dá aspirantes a fotógrafos a oportunidade de se tornarem colaboradores da iStock e beneficiar o alcance global da empresa."

As imagens enviadas ao concurso "Fotografe o Brasil" serão julgadas por um grupo de de especialistas da indústria criativa do Brasil, com base na qualidade, na criatividade e no mérito artístico, bem como a representação do Brasil na foto. O Diretor de Conteúdo Criativo da iStockphoto, Brad Ralph, irá selecionar o vencedor da categoria "Escolha do Diretor". Os vencedores serão anunciados no dia 31 de maio. A cerimônia de premiação e uma exposição acontecerão no dia 11 de junho, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Posteriormente, a exposição estará em exibição no mês de agosto no Senac SP.

Os prêmios para o concurso “Fotografe o Brasil” são os seguintes:

1º - Viagem para Nova Iorque, com visita e orientação de portfólio com um diretor de conteúdos da Getty Images; câmera Canon EOS 5D MarkIII com objetiva EF 24-105 IS; flash Canon Speedlite 600Ex; mochila Canon DeLuxe 200EG; um ingresso para o congresso PhotoImageBrazil; participação nas exposições de vencedores que ocorrerão no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, no evento PhotoImageBrazil e no Senac; oportunidade de se tornar colaborador da iStockphoto.
2º - Câmera Canon EOS 7D com objetiva EF 24-105 F4 LIS USM; um ingresso para o congresso PhotoImageBrazil e participação nas exposições de vencedores que ocorrerão no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, no evento PhotoImageBrazil e no Senac; oportunidade de se tornar colaborador da iStockphoto.
3º - Câmera EOS Rebel T4i com objetiva 18-135 IS STM; um ingresso para o congresso PhotoImageBrazil e participação nas exposições de vencedores que ocorrerão no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, no evento PhotoImageBrazil e no Senac; oportunidade de se tornar colaborador da iStockphoto.
4º ao 10º - Mochila Canon DeLuxe 200EG; participação nas exposições de vencedores que ocorrerão no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, no evento PhotoImageBrazil e no Senac; oportunidade de se tornar colaborador da iStockphoto.

Vencedor da categoria "Escolha do Diretor" - Câmera Canon EOS 7D com objetiva 18-135 IS; oportunidade de se tornar colaborador da iStockphoto.

Para mais informações sobre o concurso cultural "Fotografe o Brasil", incuindo o regulamento e regras, por favor, acesse
http://portuguesbrasileiro.istockphoto.com/fotografeobrasil
ou
www.fotografeobrasil.com.br

Sobre a iStockphoto

A iStockphoto é a maior comunidade criativa de crowdsourcing do mundo, com 100% do seu conteúdo gerado pelos usuários. Atuando no segmento de arquivos multimídia, é hoje uma fonte fácil e acessível de arquivos royalty-free, com milhões de fotos, ilustrações, vídeos, áudios e animações em Flash®. Usando o mais avançado sistema de busca nesse setor, os clientes baixam um arquivo a cada segundo, de um acervo que tem mais de 11 milhões de imagens, para projetos de marketing, editoriais, negócios, blogs e projetos pessoais. Fundada no ano 2000, a iStockphoto foi pioneira no modelo de negócios de micro-pagamentos para a fotografia. Tornou-se um dos sites mais bem sucedidos do mundo entre os que têm conteúdo gerado pelo usuário. Com mais de 125 mil artistas em seu cadastro e publicando 40 mil arquivos por semana, a empresa tem sede em Calgary, Canadá, e é uma subsidiária da Getty Images.

Sobre a Canon Latin America, Inc.

A Canon Latin America, Inc., é uma das empresas líderes em soluções de imagem para consumo, empresas e indústrias. Com mais de 45 bilhões de dólares em receitas no mundo todo, a Canon Inc. (NYSE:CAJ), é a quarta empresa com maior número de patentes de acordo com os registros de 2010¹ nos Estados Unidos, e é uma das empresas mais admiradas de 2011 de acordo com uma listagem feita pela revista Fortune. A Canon Latin America está empenhada em manter os mais altos níveis de satisfação e confiança de seus clientes. A Canon Latin America segue a filosofia Kyosei de responsabilidade social e ambiental: “todas as pessoas, independente de raça, religião ou cultura, vivendo harmoniosamente e trabalhando juntas pelo futuro”.

¹Baseado na contagem de Patentes da United States Patent and Trademark Office

Fonte :
http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=115882:-concurso-fotografe-o-brasil-da-istockphoto-ultrapassa-23-mil-inscricoes-&catid=48:cat-info-ti&Itemid=329