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domingo, 22 de setembro de 2013

São Paulo - Exposição mostra 60 anos das transformações da arte brasileira

'30 x Bienal - Transformações na Arte Brasileira da 1ª à 30ª Edição' traz a trajetória artística do país nos últimos 60 anos
Foto: Divulgação

A Fundação Bienal de São Paulo inaugurou neste sábado (21) a exposição 30 x Bienal - Transformações na Arte Brasileira da 1ª à 30ª Edição, que traz a trajetória artística do país nos últimos 60 anos, de 1951 até 2012, destacando a participação brasileira da primeira à última bienal

"Procurei encontrar correspondência entre a importância da Bienal e a importância na história da arte brasileira. É um pouco buscar o paralelo entre essas duas histórias que são complementares", disse o curador da mostra, Paulo Venancio Filho, que acredita que a Bienal é um dos elementos que estruturou a arte brasileira a partir da segunda metade do século 20.

A mostra traz 250 obras, que representam todas as edições da Bienal, feitas por 111 artistas. De acordo com o curador, a intenção é propor uma orientação não-cronológica, mas flexível, "que possa ultrapassar tempo e espaço sem, entretanto, deixar de observar a continuidade histórica de seis décadas".

"Selecionar (as obras) foi uma tarefa difícil, complicada, porque participaram das 30 edições cerca de 1.700 artistas. Tive de fazer uma redução muito drástica, cheguei a esse número de 111, que acho que é um número representativo desse período", disse Venancio.

A exposição traz um panorama das influências presentes na Bienal, que abrange desde a abstração geométrica ao concretismo, a arte pop, a geração conceitual e o reflexo dessas escolas na produção dos artistas de hoje.

"A bienal ainda é o grande evento artístico do Brasil. Fundamental para as artes plásticas e para a cultura brasileira. Hoje, as artes plásticas têm um papel maior, mas há 60 anos ninguém sabia o que era, a Bienal deu uma dimensão pública para as artes plásticas", afirmou Venancio.

A exposição ocorre até 8 de dezembro no prédio da Fundação Bienal de São Paulo, no Parque Ibirapuera, Portão 3.

Agência Brasil

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Brasília DF, Exposição " Um olhar sobre o Brasil - A fotografia na construção da imagem da Nação ", 20/08 à 20/10/13 - CCBB

Grandes nomes da fotografia mundial em exposição em Brasília
Da Redação19/08/2013 07:15


“Um olhar sobre o Brasil - A fotografia na construção da imagem da Nação", em cartaz no CCBB a partir terça-feira, reúne registros de fotógrafos como Louis Compte, Marc Ferrez, Thomas Farkas e Sebastião Salgado.

Brasília - Quem visitar a exposição "Um olhar sobre o Brasil - A fotografia na construção da imagem da Nação", que abre para o público esta terça-feira, dia 20 de agosto,  no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília, terá a oportunidade de encontrar, em uma única mostra, trabalhos de grandes nomes da fotografia mundial.
É o caso de Louis Compte, que, segundo conta a história, apresentou a fotografia ao Brasil no dia 16 de janeiro de 1840. Era capelão de um navio-escola francês (corveta franco-belga L'Orientale) que aportou de passagem pelo Rio de Janeiro. Ele trouxe a novidade de Paris para a cidade, introduzindo a daguerreotipia no país. Realizou três demonstrações do funcionamento do processo e apresentou o daguerreótipo ao imperador D. Pedro II. Foi a primeira demonstração no Brasil e na América Latina.
Dois meses depois da demonstração de Compte, em março de 1840, D. Pedro II adquiriu seu primeiro daguerreótipo, tornando-se o maior divulgador da arte no país e o primeiro fotógrafo brasileiro, com apenas 15 anos de idade.
Marc Ferrez é outro nome de destaque. O fotógrafo franco-brasileiro retratou cenas dos períodos do Império e início da República, entre 1865 e 1918, sendo que seu trabalho é um dos mais importantes legados visuais daquelas épocas.
Suas obras retratam o cotidiano brasileiro na segunda metade do século XIX, principalmente da cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Há fotos da ilha das Cobras, da floresta da Tijuca, da praia de Botafogo, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, entre outras. 
Militão Augusto de Azevedo - também representado na exposição - é considerado um dos mais importantes fotógrafos brasileiros da segunda metade do século XIX. Desenvolveu paralelamente as carreiras de ator e fotógrafo, atuando na Companhia Joaquim Heleodoro (de 1858 a 1860) e na Companhia Dramática Nacional (de 1860 a 1862). Mudou-se para São Paulo aos 25 anos de idade e ainda na década de 1850 passou a trabalhar como retratista para os proprietários do ateliê Carneiro & Gaspar.
A experiência de Militão no teatro exerceu uma influência importante em seu estilo de fotografar. Enquanto outros fotógrafos da época dedicavam-se primordialmente ao maior mercado da época, o de retratos, no seu trabalho nota-se uma liberdade artística e criativa, ao escolher a paisagem urbana como alvo de seus registros.
Já o premiado Sebastião Ribeiro Salgado está representado em apenas uma foto: Serra Pelada (Pará, 1986). Foi internacionalmente reconhecido e recebeu praticamente todos os principais prêmios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho. Fundou em 1994 a sua própria agência de notícias, "As Imagens da Amazônia". Salgado e sua esposa Lélia Wanick Salgado vivem atualmente em Paris.
Pierre Verger também faz parte da seleção que compõe a exposição. Fotógrafo e etnólogo autodidata franco-brasileiro, dedicou a maior parte de sua vida ao estudo da diáspora africana - o comércio de escravos, as religiões afro-derivadas do novo mundo, e os fluxos culturais e econômicos resultados de e para a África.
Após a idade de 30 anos, depois de perder a família, Pierre Verger levou a carreira de fotógrafo jornalístico. A fotografia em preto e branco era sua especialidade. Usava uma máquina Rolleiflex que hoje se encontra na Fundação Pierre Verger.
Por fim, Thomaz Jorge Farkas foi um dos pioneiros da moderna fotografia do Brasil. Húngaro de nascimento, veio para o Brasil quando criança, em 1930. Seu pai foi sócio fundador da Fotoptica, empresa que também viria a dirigir. Iniciou sua carreira de fotógrafo na década de 1940 e foi um dos mais expressivos membros do Foto Cine Clube Bandeirante. Em sua obra destaca-se o registro da construção e inauguração de Brasília. Criou em 1979 a Galeria Fotoptica em São Paulo, destinada exclusivamente à exposição de fotografias.
Sobre a exposição
De 20 de agosto a 20 de outubro, a mostra traz 300 imagens de acervos públicos e coleções particulares, que foram reunidas para contar 170 anos da história brasileira (1833-2003), e conta com curadoria de Boris Kossoy e Lilia Schwarcz, patrocínio do grupo segurador Mapfre, realização da Fundación Mapfre e CCBB e organização do Instituto Tomie Ohtake.
Fonte :
http://www.portugaldigital.com.br/cultura/ver/20079287-grandes-nomes-da-fotografia-mundial-em-exposicao-em-brasilia

Brasília DF, Exposição Narrativas Poéticas, Museu Nacional da República, até 29/09/13

Quadros e poesias de artistas famosos são expostos em Brasília

17/08/2013 - 10h48
Da Agência Brasil
Brasília - A Exposição Narrativas Poéticas, apresentada pela coleção Santander Brasil, está na capital federal e pode ser vista até o dia 29 de setembro, no Museu Nacional da República. A mostra ao público tem o objetivo de estabelecer um diálogo entre a produção de artes plástica e a poesia brasileiras na visão dos curadores Helena Severo, Antonio Cícero, Eucanaã Ferraz e Franklin Espath Pedroso.
Foram selecionadas para a exposição 83 peças de 49 artistas como os pintores Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcante, Ivan Serpa, Iberê Camargo além da exibição de trechos de poemas de Manuel Bandeira, Murilo Mendes, João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Mário Quintana, entre outros.
De acordo com o mediador Wan Senna um dos objetivos é mostrar um recorte do grande acervo de obras do banco. “A exposição não está separada em movimento, ele é uma exposição livre pela galeria, a ideia é mostrar os acervos que muitas vezes não está acessível a todos e divulgar um pouco da cultura a essas pessoas”, disse.
A bibliotecária Nancy Marcondes Pinheiro, de Belo Horizonte, está a passeio em Brasília e foi conferir a exposição. “Essa exposição é muito interessante, adorei a ideia da gravação focada no chão com os poemas, o lugar é muito agradável, esta de parabéns quem bolou essa ideia toda”, relatou a bibliotecária.
Quem for visitar a exposição poderá participar de oficinas da Produção de Poema Haicai, uma poesia de origem japonesa que constitui de dois elementos: concisão e objetividade. E dinâmicas baseadas na imagem. A coleção recebe por dia cerca de 600 visitantes e a estimativa é que no fim de semana esse número aumente para 2 mil pessoas.
Os interessados em participar das oficinas, pode fazer o agendamento com Lua Bueno Cyriaco, supervisora do educativo no telefone (61) 9616 6070.
Edição: Marcos Chagas
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. É necessário apenas dar crédito à Agência Brasil.

Fonte :
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-17/quadros-e-poesias-de-artistas-famosos-sao-expostos-em-brasilia

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Brasília DF, Instituto Cervantes, Exposição " Ídolos do Esporte ", 13/06 à 20/07/13

Autor/es: Carmen Cámara

Esporte e Cultura: instrumentos para o desenvolvimento social  " Ídolos do Esporte "

Exposição

Do ponto de vista conceitual, esta instalação está inspirada na frase do filósofo inglês  Francis Bacon (1561-1626): “O homem é um Deus para o homem”.

Em sua teoria dos ídolos da tribo, da caverna, do fórum e do teatro são os erros que impedem que o homem possa conhecer o mundo. O enunciado e o desenvolvimento desta teoria são a base para o desenvolvimento deste trabalho.

Os retratos de esportistas manifestando sua decepção ou alegria, são em realidade um reflexo de nós mesmos como sociedade, com todas as nossas conquistas e nossas frustrações.
Do ponto de vista visual, Carmen Cámara faz referência à instalação “48 retratos” do artista alemão Gerhard Richter, que representa uma galeria de homens ilustres do século XIX através da objetiva de sua câmera fotográfica. Nesta ocasião a artista apresentará 100 retratos de atletas do mundo.

CARMEN CÁMARA – graduada em Belas Artes pela Universidade Autônoma de Madri e pela Corcoran School of Art, Washington D.C. Realizou mais de 20 exposições individuais e coletivas, possui obra em importantes coleções como as da Casa da Espanha, em Nova York, do Ministério de Assuntos Exteriores, em Madri, da Canon Espanha, em Madri, do Centro de Arte Caja de Burgos, em Burgos e em coleções particulares em diferentes países.

Dentro de

Esporte e Cultura: instrumentos para o desenvolvimento social
I Simpósio Internacional Esporte e Transformação Social
Seminário

Ficha técnica

Obra: 100 obras
Autor/a/es/as: Carmen Cámara
Cronologia: 2012
Técnica: Pintura
Tamanho: 35 x 27cms

Entidades Organizadoras
Instituto Cervantes (Brasilia)
SESC DF
Universidad de Brasilia / Universidade de Brasília
Gobierno del Distrito Federal. Secretaría de Deporte

Entidades colaboradoras
Rede Globo
Embajada de España (Brasil)
Sociedad Cultural Brasil-España
Complejo Meliá Brasil 21 / Complexo Meliá Brasil 21
Embajada de México (Brasil)

Fonte :
http://brasilia.cervantes.es/FichasCultura/Ficha86282_04_9.htm

Mais :
http://br.noticias.yahoo.com/instituto-cervantes-traz-arte-cultura-copa-das-confedera%C3%A7%C3%B5es-172207924.html

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Brasília DF, Exposição " A Reinvenção da Pintura ", Abraham Palatnik, CCBB, 23/04 à 14/07/13

Um pouco da vida e obra do Artista Plástico Abraham Palatnik, nascido em Natal RN, em 19/02/1928. É um dos pioneiros e a maior referência em Arte cinética no Brasil . Confira, clicando, na imagem abaixo :



CCBB recebe estreia nacional de retrospectiva do artista brasileiro Abraham Palatnik

Abraham Palatnik sabe muito bem o que é não se enquadrar em nenhuma das sete artes conhecidas.

No início da carreira, em um momento da vida em que as inspirações vinham de fora para dentro, Palatnik fez pintura figurativa, retratando paisagens, pessoas e natureza morta.

A forma como enxergava arte mudou completamente quando visitou o Hospital Psiquiátrico Dom Pedro II, no Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, levado pelo amigo Almir Mavignier, orientador do ateliê de pintura e modelagem da instituição.

Quando se deparou com as obras dos pacientes esquizofrênicos, com inspirações vinda dos lugares mais profundos do inconsciente, percebeu que a arte era algo muito além do que conhecia até então.

A exposição Abraham Palatnik poderá ser visitada de 23 de abril a 14 de julho de 2013, no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB), local que receberá a estreia nacional da retrospectiva com aproximadamente 90 obras do artista.

O episódio no hospital psiquiátrico, ocorrido em 1948, quando o jovem artista tinha apenas 20 anos, levou-o a refletir como pessoas que nunca tiveram acesso a uma escola de pintura faziam obras tão densas.

“Eu achava que era um artista formado, então resolvi começar de novo. A disciplina escolar já não me servia para mais nada”, reflete o artista, que estará em Brasília para a abertura da exposição. A partir desse momento, com os pinceis deixados de lado e a luz como foco de interesse, o artista aderiu a uma corrente da qual é pioneiro: a Arte Cinética.

Esta será a maior mostra totalmente dedicada a Abraham Palatnik. Obras nunca antes expostas poderão ser vistas pelo público de Brasília. Algumas dessas peças ainda estão em produção e vão compor o acervo como forma de aproximar a população do artista, bem como inseri-la no processo criativo.

Assim, os visitantes poderão conhecer importantes criações para a arte cinética, como o interior de um Aparelho Cinecromático, uma espécie de superfície luminosa que tem a luz como matéria prima. Também poderão entender como se monta um Objeto Cinético, o que ressalta o caráter artesanal de Palatnik.

Um desses objetos, com mais de três metros de altura e dois de largura, ainda em fase de produção, se destaca pelas proporções e demonstra a versatilidade em trabalhar com materiais em diferentes tamanhos e produzir objetos nos mais diferentes formatos.

Os Objetos Cinéticos não pretendem substituir a escultura tradicional por alguma espécie de balé mecânico ao mesmo tempo em que não renunciaram à característica essencial e distintiva da escultura: a construção do espaço.

A obra de Palatnik cria uma forma no espaço pelo movimento, além de confundir e ampliar as fronteiras entre pintura e escultura. Os trabalhos que compõem a exposição vêm de coleções brasileiras, que inclui as do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro, coleções particulares, além de obras do atelier do próprio artista.


Abraham Palatnik: a reinvenção da pintura

Os rumos que levaram Palatnik a trilhar um caminho alternativo e criar algo novo se misturam com sua história de vida. Nasceu em Natal (RN), no ano de 1928, filho de judeus russos. Em 1932, mudou-se para a cidade de Tel Aviv em Israel e, entre 1942 e 1945, frequentou a Escola Técnica de Montefiori, onde se especializou em motores de explosão.

Todo aquele conhecimento tecnológico adquirido teria aplicações que iriam além de consertar válvulas de motores ou carburadores quebrados. A partir de seus estudos sobre psicologia da forma e cibernética, chegou à conclusão de que o artista não deve estar fadado somente à pintura, desenho, gravura ou escultura.

E com essa constatação, começou seus estudos sobre luz e movimento, que deram origem aos Aparelhos Cinecromáticos e aos Objetos Cinéticos, fazendo dele um dos pioneiros da arte tecnológica no mundo.

As correntes artísticas do fim da década de 40 não exerceram muita influência sobre Abraham Palatnik. Assim que retornou ao Brasil, pouco tempo depois do fim da 2ª Guerra Mundial, em 1947, e instalou seu estúdio na casa de um tio, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, Palatnik passou por uma situação inusitada e teve que dar explicações à polícia por denúncia de um vizinho.

“Eu estava mexendo com luzes, arames, e ele achou que eu era um terrorista”, brinca. O objeto, na verdade, era um dos Aparelhos Cinecromáticos. “Me deu essa ideia de fazer alguma coisa em movimento, ainda era com cilindros, umas polias e uma série de artifícios. As ligações eram feitas com barbante, porque eu queria experimentar, mas também sabia que não poderia finalizar com esse material. E o vizinho, com uma luneta, de vez em quando olhava para o quarto, estranhou o que eu fazia e resolveu chamar a polícia”, completa.

A ideia de se trabalhar com a luz surgiu porque frequentemente era obrigado a utilizar velas quando faltava eletricidade em seu estúdio. “Logo depois comprei umas lâmpadas, comecei a ver as sombras e a luz vencendo obstáculos.

E a atividade foi se desenvolvendo. Isso me deu muita energia para prosseguir. Fiz um ‘trambolho’ enorme com lâmpadas colocadas em cilindros que giravam. Usava celofane colorido para mascarar algumas partes do cilindro, como também conseguia realizar movimentos horizontais e verticais”, relata o artista.

O uso que Palatnik faz da tecnologia e suas possibilidades inovadoras imprime em sua arte grande potencialidade poética. Sua originalidade fez com que não somente a classe artística, mas júri especializado direcionasse atenção e surpresa para seu trabalho.

Durante a I Bienal de São Paulo, em 1951, a comissão internacional de premiação se viu diante de um impasse ao qualificar o Aparelho Cinecromático “Azul e roxo em seu primeiro movimento”. Não era uma escultura, também não era uma pintura. Era algo que não poderia ser qualificado em nenhuma das categorias da bienal. A solução para reconhecer aquele trabalho tão original e inovador era dar a ele uma menção honrosa.

Ficha Técnica:
Curadoria: Pieter Tjabbes e Felipe Scovino
Coordenação geral: Art Unlimited
Cenografia: George Mills


Serviço:Exposição Abraham Palatnik
Local: CCBB-Galeria I
Data:23 de abril a 14 de julho
Hora:Terça a domingo, das 9h às 21h
Entrada franca
Classificação Livre

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/noticias_cultura.php?ccbb-recebe-estreia-nacional-de-retrospectiva-do-artista-brasileiro-abraham-palatnik&id=465602&secao=V

Vídeo : Repórter Brasil ( Noite )

Brasília DF, UnB, Exposição "A Beleza da Cultura Iraniana", 03 à 10/06/13

Mariana Costa/UnB Agência

Arte Iraniana na Biblioteca Central
Exposição apresenta obras do país oriental 
Gabriela Almeida - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Peças de tapeçaria, fotos e pinturas do Irã estão à mostra na Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE). Os objetos compõe a exposição A Beleza da Cultura Iraniana, que fica aberta à visitação até 10 de junho. "Essa exposição não é comercial. A finalidade é perpetuar a riqueza da arte do país. Futuramente temos planos de fazer uma mostra de filmes", disse o conselheiro da Embaixada do Irã e organizador do evento, Mehdi Zanjani.
A Beleza da Cultura Iraniana foi aberta ao público na última segunda-feira (3), na Sala de Exposições da BCE. Além de membros da embaixada e ocupantes de cargos diplomáticos, muitos estudantes e visitantes já foram conhecer as obras. "Gostei da exposição como um todo. Senti falta apenas de datas nas pinturas e peças", disse o estudante de Geografia Fernando Ferraz. Para a aposentada Ângela Alcântara, a exposição apresenta novas perspectivas do país asiático. “É um espaço maravilhoso. Permite que a gente veja o Irã de uma forma diferente. Percebemos como o Ocidente tem uma visão deturpada daquela região”, diz.

As peças de arte parecem mesmo contribuir para mudanças aos olhares externos. Convidado para a abertura do evento, o advogado Acilino Ribeiro chamou atenção para o papel do Oriente Médio na busca pela pacificação local. “O mundo olha para o Oriente, para o Irã, como um fomentador de guerras, mas é exatamente o contrário. No tempo em que estive com eles, pude constatar que é um povo que luta pela paz, pelo meio ambiente, por causas sociais", diz.
 
A exposição foi concebida pela Embaixada do Irã em parceria com a Assessoria de Assuntos Internacionais da UnB. A entrada é gratuita e aberta à comunidade. Os horários para visitação vão das 7h às 23h45, de segunda a sexta, e das 8h às 17h45, aos sábados e domingos. 
 
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Brasília DF,Park Shopping, Exposição "Alemanha de A a Z", início Eventos Brasil + Alemanha 2013/2014, 24/05 à 23/06/13

CULTURA

Exposição apresenta a Alemanha aos brasileiros

Mostra "Alemanha de A a Z" marca o início do calendário de eventos da temporada Alemanha+Brasil 2013-2014 em Brasília. Em cada letra do alfabeto, o visitante se depara com fatos e curiosidades sobre a sociedade alemã.
Conhecer a Alemanha por meio de enormes 26 letras do alfabeto, espalhadas pelo salão de exposições, complementadas por texto, áudio, vídeo e objetos pode não ser algo convencional. Mas o inusitado formato tem despertado a curiosidade dos brasileiros que visitam a exposição Alemanha de A a Z(Deutschland für Anfänger, ou Alemanha para iniciantes, no título original em alemão).
Na última sexta-feira (24/05), a exposição chegou a Brasília, marcando, na capital, o início do calendário de eventos do ano Alemanha + Brasil 2013-2014. "Tenho a impressão de que os brasileiros e os alemães têm uma imagem muito positiva uns dos outros. Mas, mesmo assim, penso que deveríamos nos conhecer melhor, pois há tantas coisas que já une os países e tanto que ainda temos a aprender uns dos outros", disse o embaixador da Alemanha no Brasil, Wilfried Grolig, durante a abertura da exposição, na praça central do Park Shopping.
Para embaixador alemão no Brasil, aprender português é mais difícil que falar alemão
Aproximar a história, a cultura e a política alemãs da população brasileira é o grande objetivo da exposição, que, originalmente, foi concebida para alcançar a população estrangeira que vive na Alemanha, como os turcos. "Ela quer mostrar todas as facetas da Alemanha, desde cultura, hábitos, costumes e tradições", explicou à DW Brasil Cintia d'Orsi, coordenadora de programas culturais do Goethe Zentrum, em Brasília.
Do trabalho ao futuro
Cada uma das 26 letras do alfabeto oferece uma aula a partir do verbete correspondente, indo desdeArbeit (trabalho) até Zukunft (futuro). Leonardo Barbosa, visitante da exposição, associa Alemanha a cerveja, frio e política. Ele leu as informações da letra M de Mauer, ou muro. "A gente não se prende muito às datas, não lembrava que fazia tanto tempo já", disse.
Por ser engenheira elétrica, a visitante Eidy Marianne se interessa por palavras ligadas à sustentabilidade
A ideia é apresentar fatos conhecidos, mas fugindo do clichê e mostrando diferentes aspectos, como da letra U, de Umweltschutz(proteção ambiental). A visitante Eidy Marianne se interessou por palavras ligadas à sustentabilidade e vê a Alemanha como modelo. "A Alemanha é conhecida por fomentar projetos de sustentabilidade, na área de energia, por exemplo". Para ela, iniciativas como essa ajudam a popularizar e despertar o interesse pelo país.
Na letra S (Sitten und Unsitten), é possível conhecer os bons e maus costumes na Alemanha, como pontualidade ou a ausência de sorriso quando alguém lhe presta um serviço. Wissen (conhecimento) é apresentado como uma verdadeira matéria-prima alemã, o que motiva a valorização do ensino de qualidade no país.
Língua
Quem consultar a letra 'G', de 'Geschichte', poderá saber mais sobre a história alemã
Criada pelo departamento de línguas do Instituto Goethe, Alemanha de A a Z tem forte caráter didático. "É uma maneira de mostrar a língua alemã como uma língua viva", diz Cintia d'Orsi.
Falado por mais de 120 milhões de pessoas, o alemão é hoje a língua mais usada na Europa e a segunda mais comum na internet.
Pra quem considera o alemão uma língua complicada, o embaixador Wilfried Grolig contesta: "O alemão é uma língua bastante lógica. Muitas pessoas conseguem se comunicar em alemão depois de pouco tempo de aprendizado; o português é muito mais difícil, podem acreditar em mim".

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Brasília Df, Caixa Cultural, Exposição/Retrospectiva "O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues", 29/05 à 04/08/13 .

Do UOL, em Brasília 28/05/201315h10

"Galeria de tipos brasileiros: o malandro", litografia, 1987. A obra está presente na retrospectiva gratuita "O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues", de 29 de maio a 4 de agosto, da 9h às 21h, na Caixa Cultural Brasília (SBS, Quadra 4, Lotes 3/4 ? edifício anexo à matriz da CAIXA) Divulgação .

Um dos maiores pintores da arte brasileira contemporânea ocupa a Caixa Cultural Brasília a partir desta terça-feira (28). A retrospectiva "O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues" tem curadoria de Antônio Cava e conta com mais de 100 obras originais entre litografias, serigrafias e linoleogravuras, além de ilustrações para livros, discos e revistas.

A exposição busca apresentar todas as fases da produção gráfica do artista: Clube de gravura de Bagé e Porto Alegre (anos 50), fase Pop/Nova Figuração (anos 60), fase tropicalista e antropofágica (de 1968 a 1977), Série Rio de Janeiro (1979), série Gaúcha (1976) e série de litografias com conteúdo crítico e político.

Glauco Rodrigues foi também mestre do desenho, gravador, ilustrador e cenógrafo e defendeu muito em seus trabalhos o recurso da reprodução gráfica como possibilidade de democratização da arte. A entrada é gratuita e a exposição fica em cartaz até o dia 4 de agosto.

Serviço
"O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues"
Quando: de 29 de maio a 4 de agosto, da 9h às 21h
Onde: Caixa Cultural Brasília - SBS, Quadra 4, Lotes 3/4 – edifício anexo à matriz da CAIXA
Quanto: entrada livre

terça-feira, 28 de maio de 2013

Brasília DF, Exposição Nerd Style, Retratos por João P.Teles, até 02/06/13, Conjunto Nacional

Fotografia - Gente

NERD STYLE
Exposição by João P. Teles
é aberta no Conjunto Nacional


Texto: Marcelo Chaves
Fotos: Michael Melo


O fotógrafo João P.Teles recebeu convidados no último sábado para o coquetel de abertura de sua exposição Nerd Style – Retratos por João P.Teles, no 1º piso do shopping Conjunto Nacional.



A mostra traz aproximadamente 150 registros de vários brasilienses que passaram pela rotina do fotógrafo de moda, caracterizados no estilo “nerd”, desde a criação do projeto Nerd Style, em 2009.



Teles é um dos principais fotógrafos de moda da capital federal, eleito Melhor Fotógrafo de Brasília pela premiação Troféu Finíssimo de 2010 por seus vários trabalhos desenvolvidos no cenário local.

SERVIÇO
Exposição Nerd Style – Retratos por João P.Teles
Visitação: Até 2 de junho
Entrada: Gratuita
Local: Ala Norte do Conjunto Nacional – 1º piso

Fonte :
http://finissimo.com.br/2013/05/28/exposicao-nerd-style-movimenta-conjunto-nacional/

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fortaleza CE, Exposição Arte Contemporânea Brasileira, 17/05 à 29/06/13

Uma pincelada sobre as artes visuais brasileiras em 40 obras



Galeria Multiarte abre, nesta sexta-feira, exposição sobre a arte contemporânea produzida no Brasil

No trabalho de 27 artistas nacionais, um panorama do que seria a identidade da arte contemporânea brasileira. Essa é a proposta da abrangente exposição "Arte Contemporânea Brasileira - Dos anos 1950 aos dias atuais", em cartaz na Galeria Multiarte, dirigida por Max Pelingeiro.

Espaço da Galeria Multiarte com exposição ainda em processo de montagem


"São 40 obras e abrangem um período amplo, desde a primeira concepção de contemporaneidade, ditada por Mario Pedroza, durante a Bienal da Bahia, em 1966; até os neoconcretos cariocas, Ligia Clark, Hélio Oiticica... Somente os neoconcretos, aliás, já garantiriam uma exposição muito rica. Então, é uma excelente oportunidade de saber sobre a arte dos nossos tempos", afirma Max Pelingeiro.

Ao citar Mario Pedroza, o diretor faz referência ao artigo publicado pelo crítico de arte em ocasião da Primeira Bienal de Artes Plásticas, em dezembro de 1966. Entre outros, Pedroza observa: "O Brasil artístico cultural tende, com efeito, a ser cada vez menos um mosaico de regiões para ser um todo cultural, um complexo nacional vivo em formação".

A coleção é representada por expoentes de tendências artísticas brasileiras, como os neoconcretos Amílcar de Castro (1920-2002), Decio Oliveira (1922-1988), Ivan Serpa (1923-1973), Franz Weissmann (1911-2005), Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Clark (1920-1988) e Lygia Pape (1927 - 2004). Os paulistas neoconcretos: Hércules Barsotti (1914-2010) e Willys de Castro; e os concretos, Lothar Charoux (1912-1987) e Judith Lauand (1922). Além de artistas geométricos não vinculados a grupos, como Mira Schendel (1919-1988) e Sergio Camargo (1930-1990). Representando a segunda geração construtivista, haverá Antonio Dias e Luciano Figueiredo.

Complementando, integram a seleção Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Ernesto Neto, Ione Saldanha (1919-2001), Jaildo Marinho, Marçal Athayde, Sérvulo Esmeraldo e Waltercio Caldas. Já a fotografia será representada por Miguel Rio Branco, Rosangela Rennó e Vik Muniz.


Em destaque: Coluna neoconcreta III, de Weissmann, 1957-2000. Ao lado, outras peças da mostra-



Panorama

"Essa semana, vi uma matéria de televisão sobre uma exposição que está abrindo em Nova Iorque, justamente sobre arte contemporânea. E o elenco de artistas deles é muito parecido com o nosso. Muitos nomes se repetem. Então, essa mostra que vamos abrir é uma oportunidade de ver, em um mesmo ambiente, o que está acontecendo no mundo", comenta Pelingeiro.

Segundo Max, nomes tão distintos, de técnicas e escolas tão diferentes são capazes de compartilhar o espaço simbólico e físico de uma mesma exposição pela mesma razão apontada por Mario Pedroza: "O momento por que passa a arte brasileira é este, de globalização. Temos uma arte global, por si só panorâmica", opina.

Também por isso "Arte Contemporânea Brasileira - Dos anos 1950 aos dias atuais" opta por apresentar a maior diversidade possível de técnicas e processos: objetos, fotografias, pinturas, esculturas. "Temos uma famosa instalação de Cildo Meireles, da década de 90, chamada ´Camelô´, produzida com alfinetes. Temos também um tríptico de Miguel Rio Branco, chamado ´Santiago de Compostela´, com cenas importantes de obras barrocas", adianta o diretor.

Extra

Utilizando a tecnologia em favor da arte, a galeria disponibilizará qr codes com informações adicionais - seja sobre os processos de produção das obras, seja sobre a biografia dos artistas, acessadas por meio de registro fotográfico, por qualquer smartphone ou tablet. No qr code desta página, o leitor poderá ver alguns dos vídeos disponíveis em espaços da galeria.

Planejada para ir até o dia 29 de junho, a mostra, justamente por sua abrangência, deverá servir de ponto de partida para outras ações e produtos. A primeira das iniciativas é a edição de um catálogo bilíngue da mostra, com textos de Mario Pedroza e Fernando Cocchiarale, especialista em arte brasileira contemporânea. Além disso, a galeria pretende ainda promover um seminário, com a presença de críticos e artistas, e a exibição de filmes produzidos sobre artistas representados nesta exposição.
Confira entrevista com Adriana Varejão


"Os desdobramentos certamente foram tão maiores quanto a própria exposição. Queremos fazer uma mostra audiovisual em julho, com dez filmes, pelo menos duas produções por semana, seguidas de um bate papo com especialistas. Há filmes sobre Waltercio Caldas, Sérgio Camargo... E ainda uma montagem chamada ´Neoconcretos´, feita a partir de entrevistas com os próprios artistas. Tudo isso deve somar muito com a exposição", acrescenta Pelingeiro.

Mais informações

Exposição "Arte Contemporânea Brasileira". De 17 de maio a 29 de junho, na galeria Multiarte ( R. Barbosa de Freitas, 1727 - Aldeota). Contato: (85) 3261.7724 Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. Aos sábados, das 14h às 18h.

MAYARA DE ARAÚJO REPÓRTER 
Fonte :
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1267297

sábado, 11 de maio de 2013

Brasília DF, CCBB exposição " Movie-se: no tempo da animação " até Julho de 2013

Exposição com a exibição de animais é atração no CCBB Brasília (Foto Kratky Film Praha/Divulgação)

 O Centro Cultural Banco do Brasil recebe até julho a exposição “Movie-se: no tempo da animação”. A mostra apresenta 102 animações, 17 quadros com reproduções de personagens, cinco peças dos bastidores de Toy Story, ente outras atrações.

A exposição traça um panorama da arte das animações, mostrando desde a utilização de películas híbridas de animação com atores de carne e osso, como em "Jurassic Park", do diretor Steven Spielberg, até a exibição de filmes somente com personagens criados em computador.

O público poderá acompanhar montagens de clássicos de Walt Disney, como "A Branca de Neve e os Sete Anões". Além disso, obras do estúdio Hanna-Barbera e animações japonesas estarão na exposição.

                     A personagem Betty Boop é uma das atrações da exposição do CCBB

A exposição é dividida em seções. Na primeira, chamada Aparições os visitantes podem conhecer os primórdios da tecnologia de animação. A segunda seção, Personagens mostra reproduções com personagens conhecidos, como  Mickey Mouse, Pernalonga e Bettie Boop. A ala Super-humanos apresenta a idéia de que nos desenhos animados, tudo é possível.

A parte Fábulas e Fragmentos mostra como as tradições populares e o folclores são transformados em obras de animação. A seção Estruturas apresenta os desafios que os animadores enfrentam para criar filmes. A última parte da exposição, chamada Visões  mostra a junção entre os limites da realidade e do mundo imaginário.

A exposição fica até julho no CCBB e funciona de terça a domingo, das 9h às 21h. A entrada é franca

Fonte :
http://m.g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/05/brasilia-recebe-exposicao-que-conta-historia-das-animacoes.html


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Manaus AM, Exposição " Visões Caboclas ", 25/04 à 17/05/13


Manaus, AM, 25 de Abril de 2013, A CRÍTICA


Homero Amazonas une beleza e destruição em mostra
Em suas telas, com dimensões que variam de 1,10 x 1,20 até 1,50 x 1,50 metros, Homero retrata paisagens amazônicas, de céus, rios, lagos e florestas, nas quais insere elementos relacionados à perda de identidade cultural e à devastação do meio ambiente.

Nas telas da mostra, Homero investe o uso da cor e se diz 'artista que brinca com as cores vivas' (Juca Queiroz)
O artista plástico Homero Amazonas combina a exuberância da natureza amazônica e a temática da devastação ambiental nas pinturas de sua nova exposição, intitulada “Visões caboclas”. A mostra reúne 17 pinturas em óleo sobre tela e um autorretrato, e terá vernissage na Galeria de Artes Helena Gomes da Silva, no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (Icbeu Manaus), nesta quinta (25), às 19h, com visitação gratuita a partir de amanhã, das 16h às 20h.

Em suas telas, com dimensões que variam de 1,10 x 1,20 até 1,50 x 1,50 metros, Homero retrata paisagens amazônicas, de céus, rios, lagos e florestas, nas quais insere elementos relacionados à perda de identidade cultural e à devastação do meio ambiente. Aí se incluem troncos decepados de árvores e mulheres com os rostos escondidos e vestidos longos. A despeito disso, as telas exibem uma técnica característica da arte impressionista, que empresta uma beleza tranquila e  diáfana às imagens.

“Tento fazer com que a pessoa veja uma forma bela, mesmo com toda essa agressão (à natureza). Quero que ela consiga ver além do massacre”, explica o artista. “Você vê uma paisagem belíssima, mas ali há uma vitória régia ressecada. Ao lado dela está uma flor, significando que existe esperança”, analisa ele, apontando uma das telas.

Entre as paisagens, há ainda uma homenagem a Picasso intitulada “O berro caboclo”, que evoca o processo de aculturação dos povos indígenas, e “O alerta”, que cita a célebre tela “Marat assassinado”, do francês Jacques-Louis David (1748-1825).

Contra a destruição

A denúncia de problemas como a devastação ambiental e a perda de identidade cultural é uma constante na obra de Homero Amazonas Oliveira – cujo nome do meio uma homenagem ao Estado, do artista nascido justamente num dia 5 de setembro, data que marca a Elevação do Amazonas à categoria de Província.

“Coloquei o nome ao fazer a relação do Estado com toda a devastação que via acontecendo”, declara o artista, natural de São Paulo de Olivença. “Dentro de mim vai sempre existir essa preocupação”, acrescenta.

Homero – que já expôs como convidado, entre outros eventos, na mostra “500 anos da Resistência Indígena na Europa”, na Suíça – atualmente investe no uso da cor em suas telas. Em seus quadros, ele aponta, “dentro das cores misturadas, estão pingos de cores quentes”, destaca o artista. As cores, ele conclui, “são Deus entrando na gente por meio dos olhos”.

Gravuras em coletiva

Em outro segmento das artes visuais, a Galeria do Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Caua, na rua Monsenhor Coutinho, 724, Centro) recebe a exibição coletiva “Gravura Experimental – Relevo e concavo”. A mostra reúne trabalhos de participantes do Atelier de Gravura do curso de Artes Visuais da Ufam. Inaugurada nesta quarta (24), a mostra fica em cartaz até o dia 29 de maio, com visitação aberta ao público de segunda a sexta-feira, no horário das 14h às 17h.

Com curadoria do artista visual e professor do curso de Artes da Ufam, Otoni Mesquita, a coletiva apresenta obras com temas variados, de retratos a formas abstratas. Participam da mostra os gravuristas Bárbara Gutierres, Camila Nakano, Caroline Santarém, Cesar Pacheco, Cristiane Barreiros, Deuzarina Barroso, Diemille da Silva, Khetlen Tavares, Larissa Batera, Lorena Prado, Maristela Araújo, Naiana Espírito Santo, Rebeca Conde, Rodney Marques, Rossini Jr. e Vanessa Pires.

Serviço

o que é: Exposição “Visões caboclas”, de Homero Amazonas
onde: Galeria de Arte Helena Gomes da Silva, Icbeu Manaus, avenida Joaquim Nabuco, 1.286, Centro
quando: Abertura nesta quinta (25), às 19h. Visitação de amanhã a 17 de maio, de terça a sábado, das 16h às 20h
quanto: Gratuito






quinta-feira, 18 de abril de 2013

Fortaleza CE,Trajetórias: Arte brasileira na coleção Fundação Edson Queiroz, destaque artista Antonio Bandeira, 22/04 à 08/12/13


Obra do pintor cearense Antônio Bandeira é destaque em mostra do Acervo da Fundação Edson Queiroz


A arte de Antônio Bandeira (1922-1967) é singular, simples e delicada. Expressa em traços firmes. Numa explosão de cores, demonstra o caráter experimental do pintor, desenhista e gravador, natural de Fortaleza, que, aos poucos, vai se afastando do figurativo e parte para a deformação total dos seus objetos. Ele tem lugar de destaque na exposição "Trajetórias: Arte brasileira na coleção Fundação Edson Queiroz", em cartaz no Espaço Cultural Unifor.

Obras da fase abstrata de Antônio Bandeira e autorretratos do artistas integram a exposição "Trajetórias: Arte brasileira na coleção Fundação Edson Queiroz"

A intuição sempre falou mais alto na arte de Bandeira, ao criar uma pintura que, pela sensibilidade de sua expressão, parece poesia a dialogar com o mundo ao seu redor. Considerado um dos principais representantes do "abstracionismo lírico" no Brasil, cuja crítica compara seu trabalho ao de um dos ícones dessa tendência, o pintor suíço Paul Klee (1879-1940), Antônio Bandeira é considerado pela crítica um grande experimentalista, qualidade que constitui a gênese de sua obra.

Figurativo e abstrato

A mostra reúne trabalhos do artista relacionados às décadas de 1940 a 1960. Contempla, portanto, a arte de Bandeira em sua pluralidade. Há desde o figurativo, de tons modernistas, "Autorretrato", de 1946, até "Composição", de 1958, obra em nanquim, guache e aquarela, exemplo da fase em que o artista começou a deformar os objetos que criava, influenciado pelo abstracionismo informal, enfatizando as pinceladas fortes e as cores. Ora passeiam entre o azul, o laranja, o branco e o preto, conforme os trabalhos do artista, que captou com o seu olhar, uma cidade que ultrapassava a dimensão geográfica. Era a cidade imaginada pelo pintor, daí a sua luz exuberante. Além de "Paysage azul", óleo sobre tela, de 1964 e a trilogia "Abstração", também dos anos 1960. Nesta fase, o artista, que sempre perseguiu uma arte não acadêmica, havia rompido totalmente com a figurativo e com as formas definidas.

O artista criava pinturas marcadas pela beleza poética no uso das cores e o apelo psicológico. Isso fez com que alguns críticos enquadrassem suas criações no abstracionismo lírico, movimento esboçado no bojo das vanguardas artísticas europeias (final do século XIX e início do século XX), com tendência entre o abstracionismo informal, que valorizava as cores, bebendo também na fonte do expressionismo abstrato, com ênfase no inconsciente, na intuição e no impulso. Daí Bandeira destacar-se por suas pinceladas que mais pareciam jatos de tinta, inspirando, em alguns momentos, a bidimensionalidade nas suas telas.

No entanto, logo a Cidade ficou pequena para comportar tanto os sonhos do jovem e promissor artista quanto a sua arte. Seu êxodo começa em 1945, quando viaja para o Rio de Janeiro, aos 23 anos, e realiza sua primeira individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RJ). Não tardou, o jovem talento cearense conquista um dos principais centros difusores da arte ocidental do mundo, ao ser contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, ficando em Paris de 1946 a 1950.

Trajetória

Desde cedo, Bandeira demonstrou interesse pela arte, em especial pelo desenho, talento que demonstrou ainda na escola. Começou pintar no início dos anos 1940, lançando as sementes do modernismo no Ceará. Ele, juntamente com os artistas Mário Baratta (1915-1983), Raimundo Cela (1890-1954) e Aldemir Martins (1922- 2006) criam o Centro Cultural de Belas Artes (CCBA), responsável pela realização de vários salões de pintura, na época. A iniciativa deu origem, em 1943, à Sociedade Cearense de Artes Plásticas (Scap), que durou até 1958. Na época, a pintura de Antônio Bandeira era ainda figurativa e retratava a vida "suburbana de Fortaleza".

O artista demonstrava desde cedo seu interesse pela vida urbana, privilegiando em seus quadros as populações marginais, personagens da vida boêmia da cidade. Sua transferência para o Rio de Janeiro, em 1945, foi influenciada pelo pintor suíço Jean-Pierre Chabloz (1910-1984), que atuou na Scap. Sua arte foi bem recebida pela crítica, ganhando uma bolsa da Embaixada Francesa para estudar em Paris, para onde seguiu em abril de 1946. Aproveita para aprimorar seus estudos iniciados em Fortaleza sobre pintura, desenho e gravura na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e na Académie de La Grande Chaumière. Depois abandona, já que buscava uma arte não acadêmica. Sua obra dará uma virada, assumindo características experimentais, quando conhece os artistas Wols (1913 - 1951) e Bryen (1907 - 1977).

Exposição

A exposição "Trajetórias: Arte brasileira na coleção Fundação Edson Queiroz" reúne mais de 250 obras do acervo da instituição, mostrando vários momentos da arte brasileira. A coleção apresenta movimentos e nomes de artistas mais significativos de arte brasileira do século XX, ultrapassando a produção de São Paulo e do Rio de Janeiro. A mostra exibe ícones do modernismo, como Candido Portinari, Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Lasar Segall, assim como importantes continuadores da vanguarda moderna, a exemplo de Alfredo Volpi, Burle Marx e Samson Flexor.

A arte cearense também tem espaço reservado em "Trajetórias", podendo ser vistas obras de Raimundo Cela, Leonilson, Estrigas, Heloisa Juaçaba, dentre outros. A mostra, que conta com a curadoria do crítico Paulo Herkenhoff e celebra os 40 anos da Universidade de Fortaleza (Unifor). Os trabalhos estão organizados em núcleos por movimentos ou temas, como o modernismo, abstracionismo e arte contemporânea.

Mais informações:

Exposição "Trajetórias - Arte brasileira na coleção Fundação Edson Queiroz", no Espaço Cultural Unifor (Av. Washington Soares, 1321, Edson Queiroz). Aberta à visitação de 22 de março a 8 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, sábados e domingos, das 10h às 18h. Contato: (85) 3477.3319

IRACEMA SALES
REPÓRTER

Fonte :
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1256140

Mais, Pintor Cearense Antonio Bandeira
http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=6&in=1

terça-feira, 16 de abril de 2013

Brasília DF, Exposição Arte, Ciência e Tecnologia, UNB, 18/04/13 - 17:00 h



O Edifício CDT no Campus Darcy Ribeiro da UnB será palco para a Exposição Arte, Ciência e Tecnologia Desenvolvimento de Processo Para Produção de Tinta Offset a Partir de Óleos Residuais e Aplicação em Xilogravura. Dia 18 de Abril, às 17h. Confira!
Data: 18 de Abril, Quinta-feira
Hora: 17h.
Local: Universidade de Brasília - Edifício CDT, Campus Darcy Ribeiro da UnB, Asa Norte.

Sobre
Exposição Arte, Ciência e Tecnologia Desenvolvimento de Processo Para Produção de Tinta Offset a Partir de Óleos Residuais e Aplicação em Xilogravura

Será realizada, no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília, a exposição “Arte, ciência e tecnologia: Desenvolvimento de processo para produção de tinta offset a partir de óleos residuais e aplicação em xilogravura”, que apresentará obras do aluno e artista Ramon Carvalho produzidas a partir do procedimento de reciclagem de óleos e gorduras.

No Brasil, aproximadamente três bilhões de litros de óleo são destinados para indústrias, comércios em geral e residências. Para o consumo alimentício, no mínimo metade dessa quantidade é descartada após o uso. Óleos e gorduras (OGs), em especial os óleos e gorduras residuais (OGRs) são responsáveis por diversos problemas sociais e ambientais, dentre eles o entupimento de encanamentos e ralos, por dificultar o tratamento de esgotos e poluir rios e reservatórios de água. Foi buscando soluções para esses problemas que os químicos Vinícius Mello e Guilherme Bandeira, orientados pelo professor do Instituto de Química, Paulo Suarez, atual diretor do CDT/UnB, criaram um procedimento que visa à reutilização desses óleos e gorduras na criação de tintas Offset, diminuindo assim os impactos socioambientais desses produtos. O resultado do processo foi testado pelo artista Ramon Carvalho, na produção de gravuras pelo processo de xilogravura, que concluiu que o mesmo levou a uma textura adequada e equivalente aos produtos disponíveis no mercado. As tintas produzidas a partir desse procedimento foram utilizadas nas artes que serão apresentadas no dia 18, com o objetivo de demonstrar o sucesso dessa nova tecnologia sustentável.

Ingressos
Não informado.

Mais informações
Contato: (61) 3107-4101
Classificação: Não informado.

Fonte :
http://brasilia.deboa.com/cultural/exposicao-arte-ciencia-e-tecnologia

sábado, 13 de abril de 2013

Goiânia GO, Fé Córdula inaugura as ações culturais do TJGO em 2013, até 26/04

O estilo ‘naif’ de Fé Córdula encanta o Brasil .

11 de abril de 2013 às 10:18 
Nesse 11 de abril, aniversário de emancipação política de minha cidade Acari, rendo homenagens à terrinha valorizando um artista que saiu do Seridó para fazer sucesso no Brasil: Fé Córdula.
Em Acari: Chico do Padre.

Vivendo em uma granja nos arredores de Goiânia com a mulher Das Dores e suas telas e tintas coloridas, ele vai pintando o mundo…

Há dois dias abriu o ano cultural do Tribunal de Justiça de Goiás, com a exposição de telas no seu estilo ‘naif’…

Além de jornais locais, Fé Córdula foi destaque no site do TJ goiano.


Nesta terça-feira (9), às 19h30, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) inaugurou a primeira atração cultural do ano de 2013. A exposição Individual de Pinturas (óleo sobre a tela), do artista plástico Fé Córdula, ficará aberta à visitação pública até o dia 26 de abril no hall de entrada do Palácio da Justiça, no Setor Oeste, das 8 às 18 horas. Essa exposição é organizada pela comissão cultural do Tribunal de Justiça.

Francisco de Assis Córdula nasceu no Seridó do Rio Grande do Norte, em 1933, e reside em Goiânia desde a década de 1970. É pintor, escultor, desenhista e já participou de inúmeras exposições nacionais e internacionais, em países como Alemanha e França.

Obras do artista plástico foram selecionadas pela Rede Globo Nordeste para integrar o cenário da novela das 18 horas da emissora, Flor do Caribe.

De estilo “naif”, que não se enquadra em técnicas ou regras, Fé Córdula interpreta a natureza e o sentimento do povo com formas simples e cores fortes. Esta parece ser a verdadeira essência do “naif, típico de quem já nasce com o dom de ser artista, assim como Córdula, que usou sua herança cultural trazida do Seridó (Acari) para interpretar as festas de Nossa Senhora da Guia, procissões, os pastoris e a alegria do povo do sertão.

Diante de tamanha doçura, as obras de Fé Córdula já mereceram elogios críticos de nomes famosos no cenário das artes, como os do poeta Walmir Ayala, Rey Riliver, Ramón Pasquero, João Evangelista Ferraz, Px da Silveira e Ático Vilas Boas da Mota. Apesar do merecido reconhecimento, Córdula não se considera artista e sim um “atrevido que se aventura no mundo das artes”.

O artista potiguar adotou a cultura goiana para adentrar o universo das suas obras, como a procissão do fogaréu, na Cidade de Goiás, as festas de santos, as cerimônias rústicas e a terra macia do Estado. Em Goiás, os emigrantes nordestinos sonhavam com a riqueza da colheita de seu próprio trabalho e Córdula se apropriou disso para pintar a arte e os trabalhos do território goiano, recriando as tradições no seu estilo primitivo.

Anjo-menino
Segundo o assessor cultural da presidência do TJGO, o curador e poeta Gabriel Nascente, “a obra desse artista devolve a inocência ao coração dos homens”, pois “passa impressão de existir a alma-luz de um anjo-menino trabalhando os caminhos emocionais e intelectivos de sua criação, isso porque a ingenuidade de suas alegorias devolve ao público os doces sabores da infância”.

Fé Córdula é reconhecido pela suas cores e fantasias na interpretação dos anseios populares e esses ritos foram transmitidos para suas obras, que recriam os trabalhos e crenças do povo simples, mas sob um olhar lúdico de artista que se entrega de corpo e alma às suas obras. Segundo ele, nunca deixará de ser nordestino, pois “as pessoas podem sair do seu lugar, mas esse lugar nunca sai de dentro das pessoas”. (Jovana Colombo – estagiária do Centro de Comunicação Social do TJGO).

*
Do Blog - Fã do trabalho de Chico do Padre, o Fé Córdula, essa blogueira fez questão de iluminar a moradia com a arte do conterrâneo acariense. E através do tio Hortêncio, também morador de Goiânia, encomendei o que a partir de realizada a obra, passaria a ser o sentimento da casa: céu, mar azul, luz…Paz.
Eis a arte de Fé para a blogueira:




Contatos do artista em Goiânia:
*Fé Córdula – 62-9626 9542
*Maria das Dores – 62-9802 7705

Fonte :
http://www.thaisagalvao.com.br/2013/04/11/de-acari-para-o-mundo-das-artes-o-estilo-naif-de-fe-cordula-encanta-o-brasil/

Mais alguns trabalhos do artista plástico Fé Córdula :


 

 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Londres , Fotógrafo brasileiro - Sebastião Salgado - abre exposição " Gênesis "


GÊNESIS/FOTOGRAFIA - 
Artigo publicado em 09 de Abril de 2013 - Atualizado em 09 de Abril de 2013

Fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado abre exposição em Londres

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, na abertura de sua exposição "Genesis", em Londres, nesta terça-feira, dia 9 de abril.
O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, na abertura de sua exposição "Genesis", em Londres, nesta terça-feira, dia 9 de abril.
REUTERS/Suzanne Plunkett

RFI
Oito anos de viagens por 32 países, visitando lugares inóspitos e com praticamente nenhuma inteferência pelo homem moderno. Essa foi a odisséia realizada pelo aclamado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado entre 2004 e 2011 para produzir seu mais novo trabalho, batizado de Gênesis. A abertura da exposição em Londres teve a presença do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, amigo pessoal de Salgado.

Ulisses Neto, correspondente da RFI em Londres
A obra do fotógrafo brasileiro, que reúne 200 fotos, foi apresentada pela primeira vez na noite desta terça-feira em Londres, no Museu de História Natural da cidade.
Iniciando sua jornada pelas ilhas Galápagos, na costa do Equador, Salgado visitou os extremos do planeta em busca de imagens fascinantes e únicas.
Falando em inglês durante a abertura de sua exposição, o fotógrafo explicou que no final dos anos 1990, ao encerrar seu projeto sobre movimentos migratórios, estava doente diante de tanta atrocidade vista. Por isso, ao lado da esposa, e curadora do projeto Gênesis, Lélia Salgado, decidiu que era o momento de recuperar as energias em contato com a natureza, começando com um retorno ao Brasil
Gênesis ficará em Londres até o próximo dia 8 de setembro, antes de seguir para cidades como Toronto, Roma, Rio de Janeiro e Paris.

Fonte :
http://www.portugues.rfi.fr/geral/20130409-fotografo-brasileiro-sebastiao-salgado-inaugura-exposicao-em-londres 


Gênesis por Sebastião Salgado


Nascido em 8 de fevereiro de 1944 na cidade de Aimorés (MG), Salgado é um mestre do enquadramento e da luz. Neste projeto são reveladas em todas as tonalidades o preto e branco, já que nunca usa outras cores em seus trabalhos.










Em outubro de 2006 tive a sorte de entrevistar Sebastião Salgado para um jornal de Belo Horizonte. Uma exposição com as primeiras imagens que ele havia produzido para o projeto Gênesis iria ser aberta no Museu de Artes e Ofícios e achei que era a oportunidade de falar com o fotógrafo que sempre admirei. Os primeiros contatos com as assessorias, entretanto, não foram nada animadores: informaram que ele estava de passagem pelo Brasil, mas que não estava disponível para entrevistas, que estava com a agenda completa e que não viria a BH para a abertura da exposição.

Depois de várias tentativas sem resultado, tentei um caminho dos mais prosaicos. Naquela época eu também trabalhava como professor em uma faculdade na cidade de Congonhas e tinha uma aluna que dizia ser afilhada de batismo de Lélia Wanick Salgado, esposa do fotógrafo. Comentei com a aluna sobre a dificuldade para conseguir a entrevista e dias depois ela me passou um telefone de contato em São Paulo. Liguei e falei com uma secretária sobre o pedido de entrevista, expliquei que poderia ser por e-mail. Para minha surpresa, ela pediu que eu aguardasse na linha e em poucos minutos o próprio Sebastião Salgado estava ao telefone. Ele atendeu e foi muito gentil, mas com uma ressalva: a entrevista teria que ser breve, brevíssima, porque ele estava esperando o carro que o levaria ao aeroporto. Conversamos durante mais ou menos 15 minutos. Confira um trecho da entrevista:




Pergunta – Como foi que Sebastião Salgado descobriu a fotografia?

Sebastião Salgado – 
Foi completamente por acaso. Na época eu e minha esposa, que é arquiteta, vivíamos em Paris e estávamos impedidos de retornar ao Brasil por muitos anos por razões políticas. Ela comprou uma câmera para tirar fotos de edifícios e, como eu sempre acompanhava o trabalho dela, comecei a olhar através da lente. Foi aí que a fotografia começou a invadir minha vida. Quando terminei meu doutorado em Economia, abandonei tudo para dedicar mais tempo a meu filho, que tem Síndrome de Down, e comecei uma nova vida como fotógrafo. Isso ainda é minha vida hoje.

Nossa época testemunha a passagem do equipamento analógico para as mídias digitais. As novas tecnologias da imagem, na sua avaliação, trouxeram mais qualidade para a fotografia?
 

Eu fotografei com rolos de filme por muitos anos, mas agora que estou começando a trabalhar com equipamento digital, percebo que a diferença é enorme. A qualidade é inacreditável: eu não uso flash e com o equipamento digital posso até mesmo trabalhar em condições de luz muito ruins. Além disso, é um alívio não perder mais as fotografias para máquinas de raios-x nos aeroportos.


Imagens do projeto Gênesis: acima, pesca da tribo Waurá
 na laguna Piulaga, na Amazônia, e ritual dos Waurá no Kuarup

Qual dos mestres da fotografia mais influencia seu trabalho?

Todos eles (risos). Mas quando eu estava começando, tive a incrível sorte de conhecer Cartier-Bresson em Paris. Lembro até hoje das palavras dele, muito velhinho, dizendo que era preciso confiar nos meus instintos mais sutis para fazer um trabalho que tivesse algum valor além do registro banal. Acho que foi a principal lição que já ouvi em toda a minha vida.

Tem algum projeto agendado para depois da série Gênesis?

Nos próximos anos, pretendo me dedicar a este projeto para que ele esteja completo e tenha um certo alcance. O que está agora em exposição é apenas uma pequena parte dele, uma prévia, com as fotografias que eu tinha feito em Galápagos, no Virunga, que é um parque nacional entre o Congo, Uganda e Ruanda, e a Península Valdes, na Argentina. O Gênesis surgiu há dois anos e tem como objetivo despertar a atenção das pessoas para conceitos de biodiversidade, de sociodiversidade e do papel que todos nós devemos ter na conservação ambiental. Metade do planeta Terra ainda está intacta e pretendo me dedicar através da fotografia para mostrar a parte que a ação do homem ainda não destruiu. Acredito que podemos compreender o que ainda é possível preservar.

O que Sebastião Salgado ainda não fez, mas pretende fazer? 
 
Pretendo continuar o trabalho que venho desenvolvendo. Devemos estar todos cientes de que o planeta está passando por uma situação limite, uma situação muito grave que ninguém pode ignorar. O homem já destruiu mais da metade do nosso planeta e não pode seguir nesta depredação brutal. Se eu puder contribuir com uma pequena parte para a preservação, se eu puder tocar o coração das pessoas, meu objetivo terá sido alcançado. Talvez este seja meu último longo projeto, mas não tenho do que reclamar. Muito pelo contrário. Tenho vivido uma vida extremamente privilegiada. Visitei mais de 120 países, vi muitas pessoas diferentes, vi coisas maravilhosas e coisas terríveis. 




Sebastião Salgado em ação na África, fotografado por
seu filho, Juliano Salgado, e imagens de Gênesis: campo
de gado da tribo Dinka, sul do Sudão, e guerreiro Dinka com
a pele coberta de cinzas para proteção contra insetos e parasitas

 

Próxima exposição

Hoje, seis anos depois daquela entrevista por telefone, encontro uma notícia publicada no jornal inglês “The Guardian” sobre a próxima exposição de Sebastião Salgado. Será uma seleção de imagens inéditas registradas desde o início do projeto Gênesis, em 2004, no qual o fotógrafo desvia seu olhar da temática que o consagrou – a condição humana em meio às desigualdades sociais – para apresentar lugares e comunidades que ainda não foram tocadas pela mão do homem ocidental. A exposição está agendada para o início de 2013 no Museu de História Natural de Londres.

Segundo a reportagem do “The Guardian”, além da abertura da exposição em Londres, também estão previstos para o início de 2013 dois lançamentos importantes sobre o trabalho de Sebastião Salgado: um catálogo dividido em dois volumes, com os registros fotográficos do projeto Gênesis, e ainda o documentário “A Sombra e a Luz”, que está sendo produzido pelo alemão Wim Wenders e que conta com a colaboração de Juliano Salgado, filho do fotógrafo.




Gênesis: imagens do Alto Xingu, na Amazônia, com
 guerreiro da tribo Kuikuro, família de Takara Kamayura e
menina na oca, depois de um ano em reclusão por causa da sua
 primeira menstruação, se prepara para entrar no mundo e casar

Dividido em quatro blocos, intitulados “Criação”, “Arca de Noé”, “Homem Antigo” e “Sociedade Antiga", o projeto Gênesis, que tem financiamento da Unesco, apresenta para o mundo as paisagens naturais mais preservadas e distantes da interferência humana. O objetivo, anunciado por Sebastião Salgado já naquela entrevista em 2006, é registrar os últimos cenários intocados do planeta Terra e o modo de vida de tribos e comunidades que preservam suas tradições ancestrais.

Desde 2004, Sebastião Salgado já percorreu lugares ermos em territórios dos cinco continentes, com especial interesse em regiões como Sudão, Namíbia, Patagônia, Antártica, Indonésia, Cazaquistão e Brasil, onde o fotógrafo passou uma temporada no Pará acompanhando a vida cotidiana da tribo Zo'e. No site do “The Guardian” estão disponíveis imagens do projeto Gênesis e um vídeo que mostra o trabalho do fotógrafo durante a temporada com os índios no Pará. Além do “The Guardian”, imagens do projeto Gênesis também foram publicadas desde 2004 na França (“Paris Match”), Estados Unidos (“Rolling Stone”), Espanha (“La Vanguardia”), Portugal (“Visão”) e Itália (“La Repubblica”). 






Gênesis: aborígene caçando pássaros no Deserto de Kalahari,
 no sul da África; moradores do Vale de Lalibela, na Etiópia;
e uma grande manada de búfalos selvagens no Kafue, Zâmbia
 
Apontado como um dos mais premiados e respeitados fotojornalistas da atualidade,Sebastião Ribeiro Salgado Júnior é mineiro de Aimorés e nasceu no dia 8 de fevereiro de 1944. Formado em Economia, trabalhava na Organização Internacional do Café até 1973, quando decidiu se dedicar integralmente à fotografia. Depois da publicação de seus primeiros trabalhos, foi contratado pelas agências de fotografia Sygma e Gamma. Em 1979, entrou para a Agência Magnum e dois anos depois foi pautado para uma série de fotos nos EUA sobre os primeiros 100 dias do governo de Ronald Reagan.

Até que aconteceu o imponderável da sorte: acompanhando a comitiva do presidente em Washington, na tarde do dia 30 de março de 1981, Salgado foi o único fotógrafo a registrar o atentado a tiros sofrido por Reagan. A venda daquelas fotos para jornais e revistas do mundo inteiro permitiu ao fotógrafo financiar seus primeiros projetos pessoais de viagens pelos locais mais remotos do planeta. Em 1994, abriu sua própria agência, a Amazonas Images. 




Sebastião Salgado presenteia o presidente Lula com
 o livro "Trabalhadores", em outubro de 2006 (foto de
 Wilson Dias/ABr). No alto, as fotos de Salgado no
 atentado contra o presidente Ronald Reagan,
 publicadas pela revista Manchete em 1981

Desde então, tornou-se embaixador do UNICEF, criou em sua terra natal (a fazenda Bulcão, em Aimorés) uma reserva ambiental como sede do Instituto Terra, gerenciado por ele e por sua esposa, e publicou vários livros com seleções de suas fotografias, sempre com imagens em preto e branco que denunciam a violação dos direitos humanos em meio a situações de guerra, de pobreza e de outras injustiças. Entre seus livros de fotografias, sempre lançados em parcerias com instituições humanitárias e com exposições internacionais itinerantes, estão “Trabalhadores” (1996), “Terra” (1997), “Serra Pelada” (1999), “Êxodos” (2000), "O Fim da Pólio" (2003) e “África” (2007). Na introdução de “Êxodos”, Sebastião Salgado escreveu:

"Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes no mundo inteiro. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas. Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma.”

por José Antônio Orlando.







Gênesis: a partir do alto, nativo da tribo Yali em caçada nas montanhas
 Jayawijaya de Irian Jaya, na Papua Ocidental, Indonésia; o refúgio
da  vida selvagem no extremo norte do Alaska; pinguins Chinstrap
 sobre icebergs nas Ilhas Sandwich do Sul, Antártica; uma menina
no ritual do peixe sagrado, no Alto Xingu, Amazônia; e a pata de
 um lagarto nas Ilhas Galápagos, Equador